terça-feira, 3 de agosto de 2010

O sono dos anjos


O G. adormece sempre assim. Depois de acalmar, começa a esfregar a cara na fralda (então se for uma usada na mamada, com cheirinho, melhor ;-)) e a fazer uns barulhinhos deliciosos, como um arrulhar, para embalar até adormecer. E depois entrega-se, sempre assim, todo torto.
É lindo!

Vão todos à M#&%"*

Outra vez! Acabou tudo outra vez!
É impressionante! E frustrante!
Pouco depois de o G. nascer, liga o patrão: "ah, vou precisar do carro de serviço, sabe como é, há carros a ir para a oficina e tal...". Ok chefe, certo, o carro é seu, esqueça o combinado, eu cá me arranjo. Passadas umas semanas "ah, e tal, precisava de trazer o PDA, porque blá blá blá...". Ok chefe, certo, eu cá meto o cartão da empresa no meu telemóvel, deixe lá isso. Ontem: "ah, e tal, vou precisar do PC, preciso instalar um não sei quê, blá blá...". Ok chefe, venha cá buscá-lo, esqueça os mails que tenho de receber e responder, deixe lá.
Veio cá. Trazia uma carta. "Era para registar, mas achei melhor trazer e falar pessoalmente". E depois veio o relambório de sempre "... a crise... quebras na facturação... gostamos muito de si, mas... se quiser trabalhar como comissionista, a ver o que se arranja..."
Ora PORRA! Ora PORRA! Já começo a achar que não tenho futuro. Nenhum. E que não, não posso ter filhos e pensar em criá-los, que vem sempre alguém dizer "ah, e tal, achas que é diferente de todos nós? Então toma lá o desemprego a ver se ainda te apetece ter mais um filho! Ninguém se pode dar a esse luxo! Tens um e pronto, como todos nós! Uma casa no Porto, com jardim? Não, muda-te para um T2 na periferia e cria lá a tua ninhada!"
Mas pronto, a ver. Tenho uma amiga na mesma situação. E já tivemos umas ideias, a ver...
PORRA!

António Feio

Há pessoas que nós não conhecemos mas que nos fazem falta. O António era uma delas. Sempre que o via, provocava-me um sorriso.

Um homem de coragem, que lutou, lutou e perdeu. Mas foi até ao fim com uma força visível no humor com que publicamente enfrentou a sua situação. Aqui fica um belo exemplo disto.

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Vou sentir a sua falta

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Noutra perspectiva...

Odeio pessoas que conseguem condicionar a boa disposição de toda a gente com mau feitio! E odeio o facto de eu, por estar sempre a evitar o confronto, o conflito, deixar passar isto impune demasiadas vezes.

Dias Felizes













Ahhh, férias... Esse bem tão precioso...
Foram óptimas. Tempo sem tempo marcado, só para nós e os miúdos. Eles cresceram tanto. O M. divertiu-se tanto. Tivemos direito a duas festas de aniversário (pai e filho), para grande excitação do filho. Teve direito a bolo de chocolate com "Pintarolas, mãe! Gosto tanto!". E piscina, e praia, e correr e brincar o dia todo.

O G. também cresceu. Veio do Alentejo um bebé risonho, amante de boa companhia.

E a casa, e a calma... Quero mais!!!

Estávamos a precisar deste tempo em família, longe das rotinas e do stress do dia-a-dia. E para a semana vamos outra vez, desta vez sem pai, só a mãe e as crias, com outra mãe e sua cria. Antevêem-se dias de sol, água e brincadeira. Mal podemos esperar!