Não, não é fácil.
O M., desde o verão passado passou de um menino tranquilo, carinhoso, obediente, para um rapaz com ideias próprias, sempre a contestar a autoridade (eu), desobediente, por vezes nervoso. Eu sei, eu sei, faz parte do crescimento, e tal, mas o que sucede é que eu fico VERDE! Passo o dia em confronto com ele, sinto isso, ele pica-me e eu respondo. Às vezes sinto-me com a idade dele "não vais ganhar-me em teimosia". E isso faz-me sentir fora de controlo, irritada. E isso não é justo para ele. Quando estamos sozinhos, o comportamento é totalmente diferente. Somos cúmplices, divertimo-nos. Mas quando está o G., por exemplo, tudo descamba quase invariavelmente. Tudo se transformou no verão passado, já tinha notado isso, pensava eu que era a chegada iminente do bebé, mas não melhorou, até tem vindo a piorar. Até na escola têm vindo recados frequentemente. E já me vão avisando que a entrada na escola vai acentuar ainda mais isso. Acho que agora que o G. está mais crescido, ele vê nele algum tipo de competição, que não via quando o considerava bebé, sei lá... Agora zanga-se com o irmão, já não quer ler a história à noite antes de ir para a cama, porta-se mal a ir para a cama, desafiando o G.... Ai, afinal é isto que querem dizer quando dizem "aproveita-os agora, que os perdes rapidamente". Percebi agora. O "perdê-los" significa que vão deixando de olhar para nós como uns "sabe tudo", em que tudo o que dizemos vale. Vão aprendendo a questionar, a contestar. A crescer, no fundo. E nós temos de nos adaptar, e ajudá-los a crescer. Afinal, ser pai ou mãe, não é tão fácil assim...
O G. fez 3 anos. Está grande, bonito, engraçado, esperto. Companheiro. Tagarela e com uma energia que não acaba. Chamo-lhe "o meu furacão". Antes de fazer 3 anos fui-lhe dizendo que ia-se acabar o biberão. Pois, o biberão foi-se, mas ficou uma luta diária para beber o leite todo, para se despachar, enfim. Ainda hoje, sábado, não bebeu quase nada. Farta de ralhar e com ele empancado, saímos para o café. Não lhe dei nada. Chegou a casa e disse que queria o leite para não ficar de castigo. Voltámos e pus-lhe o leite de novo. Fui deitar o S. e quando voltei, nenhum leite tomado. Pediu-me pão e eu disse que não comia nada sem beber o leite. Agora, são 11h30, pediu de novo pão e está aqui na sala com o leite à frente, a bebericá-lo, com a promessa que brinca com o helicóptero da polícia se o acabar. Uf... que estafa, para ambos! Pondero agora dar-lhe uma alternativa ao pequeno almoço (iogurte, cereais, sei lá...).
O S., com 8 meses, está lindo. Ontem foi dia de visita ao pediatra, que além das alterações alimentares, nada tinha a acrescentar. Está grande e ele próprio disse que é um bebé que transmite calma e tranquilidade. E é mesmo. Está prestes a aprender a gatinhar, o que antevejo que me irá tirar alguma da tranquilidade que ainda se vive cá em casa, pelo menos relativamente a ele...
A ver...