segunda-feira, 9 de setembro de 2013

E o (meu) mundo pula e avança

Daqui a uma semana, a minha vida registará momentos muito significativos:

  • O 1º dia de escola do M.
  • O 1º aniversário do S.
  • A mudança da vida da minha mãe
Tudo, tudo em 2 dias. O coração vai andar num vai vem que eu sei lá...

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Os tempos que correm

Ai os tempos que correm... O meu país parece um circo político, em que me é muito difícil rir, só me apetece dar o par de estalos a uns quantos que o meu estatuto de mais de três me dá! 
Cá em casa menos mal. A minha inactividade é deprimente, apenas com a vantagem de estar mais tempo com os pequenitos, com mais calma. Mas é sufocante a falta de perspectiva, a falta de dinheiro, a falta de autonomia. Mas, cliché dos clichés, a vida dos miúdos mitiga isso tudo. Mesmo com os dias em que me dão em doida (ontem, os três a chorarem ao mesmo tempo, por razões diferentes, na hora de ir para a cama, e eu a tentar falar calmamente com cada um por cima dos gemidos/choros/gritos dos outros dois!!!). Eles são maravilhosos, a minha vida familiar é boa.

Estão a acabar duas semanas de praia com a escola. O G., que gosta cada vez menos da educadora escola, pede todos os dias para ir brincar com o irmão, na praia. E adora. E o M. também gostou ao princípio, Agora não quer que ele vá, porque, segundo ele, "os meus amigos não o deixam brincar". O M. é tão protector para com o irmão... É verdadeira aquela teoria, de que eu posso dizer mal do meu irmão, mas ai de quem o faça à minha frente! Ele zanga-se com ele, disputa brinquedos, provoca-o. Mas depois temos isto, defende-o sempre perante os amigos, dorme muito mal quando o G. não está, enfim, uma relação de irmãos que espero que se prolongue pelas suas vidas fora. É uma sensação muito boa e considero o meu trabalho feito assim que perceber que são 3 adultos íntegros e unidos, amigos.

O M. faz 6 anos (!) para a semana. E agora começam as dúvidas de criar uma criança. Nunca fui uma mãe insegura, nem com grandes dúvidas e incertezas. Sempre achei fácil e intuitiva a tomada de decisões em relação a eles. Percebo agora porquê. Bebés precisam apenas de amor, carinho, cuidado e disciplina. E são felizes e equilibrados com isto. Agora, uma criança... bem, quando ela começa a pensar e a questionar... surgem dúvidas profundas. O M., numa noite em que o G. estava na avó e ele, portanto, foi adormecer sozinho, apareceu-me na sala a chorar desalmadamente porque tinha tido "pensamentos maus". "Eu não quero ser adulto porque vocês depois não estão cá, vocês vão morrer". E eu... bem, eu menti. Disse-lhe que só morreríamos quando fôssemos muito velhinhos, e ele também fosse velhinho. E tive consciência da enorme mentira que disse. A M., a namoradinha do M., tem o pai doente. Muito doente. Eu acho que ela ainda não se apercebeu do que poderá acontecer, e o M. também não. Mas, aparte o aperto no coração que me deu essa notícia (porque gosto da miúda, gosto dos pais, porque não é justo!), mais me aflige o facto de o M. vir a "presenciar" a morte do pai de uma amiga. Como é que o asseguro de que eu e o pai ficaremos por cá? O que o impede de pensar que todos poderemos morrer antes do tempo? Se calhar estou a antecipar problemas, mas com a forma como o M. pensa, sei que esta inquietação irá surgir, e eu juro que não faço a mínima ideia de como o sossegar.

O G. tem 3 anos e tem a despreocupação que reflete isso. É tão espectacular este meu filho. Lindo, energético, impulsivo. Tão depressa chora baba e ranho, com direito a gritos e atiradelas para o chão, como no segundo seguinte está a rir. Ainda ontem, birra descomunal para entrar no carro à saída da escola, com direito a palmada e tudo. E foi então que lhe disse qualquer coisa que o divertiu e foi vê-lo a rir-se, a gargalhar, mesmo, com a cara ainda lavada em lágrimas! 

O S. tem 10 meses. Esperto. Em duas semanas aprendeu a gatinhar e a pôr-se de pé, e agora ameaça começar a largar-se. Juro que há 15 dias atrás eu punha-o de pé e ele não sabia o que fazer com os pés! É um bebé que me apaixona, custa-me a crer que só tem 10 meses. A amamentação está a correr calmamente, come agora à noite, antes da cama e depois do jantar, mama, normalmente uma vez de noite e depois de manhã. Ao fim de semana, tem direito a lanches e sobremesas mamárias!!! E é um companheiro. E os irmão adoram-no. O M. vê nele um bebé, é super carinhoso e brincalhão com ele e o S. ADORA-O! O G. vê-o como um igual, agora que ele se move e brinca com os brinquedos. E por isso disputa brinquedos, por vezes com a forma um pouco desastrosa que o caracteriza.

Ai, que privilégio vê-los crescer juntos...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A baba escorre e o amor transborda, ao ver assim os meus homenzinhos... todos bidentes, repararam??


sábado, 18 de maio de 2013

Ter rapazes em casa a crescer não é fácil

Não, não é fácil.

O M., desde o verão passado passou de um menino tranquilo, carinhoso, obediente, para um rapaz com ideias próprias, sempre a contestar a autoridade (eu), desobediente, por vezes nervoso. Eu sei, eu sei, faz parte do crescimento, e tal, mas o que sucede é que eu fico VERDE! Passo o dia em confronto com ele, sinto isso, ele pica-me e eu respondo. Às vezes sinto-me com a idade dele "não vais ganhar-me em teimosia". E isso faz-me sentir fora de controlo, irritada. E isso não é justo para ele. Quando estamos sozinhos, o comportamento é totalmente diferente. Somos cúmplices, divertimo-nos. Mas quando está o G., por exemplo, tudo descamba quase invariavelmente. Tudo se transformou no verão passado, já tinha notado isso, pensava eu que era a chegada iminente do bebé, mas não melhorou, até tem vindo a piorar. Até na escola têm vindo recados frequentemente. E já me vão avisando que a entrada na escola vai acentuar ainda mais isso. Acho que agora que o G. está mais crescido, ele vê nele algum tipo de competição, que não via quando o considerava bebé, sei lá... Agora zanga-se com o irmão, já não quer ler a história à noite antes de ir para a cama, porta-se mal a ir para a cama, desafiando o G.... Ai, afinal é isto que querem dizer quando dizem "aproveita-os agora, que os perdes rapidamente". Percebi agora. O "perdê-los" significa que vão deixando de olhar para nós como uns "sabe tudo", em que tudo o que dizemos vale. Vão aprendendo a questionar, a contestar. A crescer, no fundo. E nós temos de nos adaptar, e ajudá-los a crescer. Afinal, ser pai ou mãe, não é tão fácil assim...

O G. fez 3 anos. Está grande, bonito, engraçado, esperto. Companheiro. Tagarela e com uma energia que não acaba. Chamo-lhe "o meu furacão". Antes de fazer 3 anos fui-lhe dizendo que ia-se acabar o biberão. Pois, o biberão foi-se, mas ficou uma luta diária para beber o leite todo, para se despachar, enfim. Ainda hoje, sábado, não bebeu quase nada. Farta de ralhar e com ele empancado, saímos para o café. Não lhe dei nada. Chegou a casa e disse que queria o leite para não ficar de castigo. Voltámos e pus-lhe o leite de novo. Fui deitar o S. e quando voltei, nenhum leite tomado. Pediu-me pão e eu disse que não comia nada sem beber o leite. Agora, são 11h30, pediu de novo pão e está aqui na sala com o leite à frente, a bebericá-lo, com a promessa que brinca com o helicóptero da polícia se o acabar. Uf... que estafa, para ambos! Pondero agora dar-lhe uma alternativa ao pequeno almoço (iogurte, cereais, sei lá...).

O S., com 8 meses, está lindo. Ontem foi dia de visita ao pediatra, que além das alterações alimentares, nada tinha a acrescentar. Está grande e ele próprio disse que é um bebé que transmite calma e tranquilidade. E é mesmo. Está prestes a aprender a gatinhar, o que antevejo que me irá tirar alguma da tranquilidade que ainda se vive cá em casa, pelo menos relativamente a ele...

A ver...

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O meu bebé

O meu bebé é delicioso!

Verdade, o S. é delicioso. Calmo, carinhoso, bem humorado, tolerante, grande... eu sei lá. Estou completamente apaixonada por esta pessoinha. Acho que sinto muito cá dentro que este é o meu último bebé e estou a usufrui-lo o máximo que possa. (In)felizmente estou em casa, o que me permite levá-lo ao infantário 4 dias por semana apenas, ter leite que chegue para que ele até as papas tome com o meu leite... E permito-me mimar e ser mimada por ele sem culpas. Uma das coisas que se tornou numa rotina deliciosa, é o acordar. Começou por uma fase em que ele andava a dormir mal, a chorar de noite, em que eu o trazia para a minha cama para ele não acordar os irmãos. Mamava, acalmava, adormecia(mos) e ficava(mos) por lá. Depois, quando passou essa fase menos boa, a minha preguiça fazia com que na mamada da noite (4 ou 5 da manhã) eu nem ficasse no quarto. Pegava nele e trazia-o directamente para a cama. Adormecia a amamentá-lo. E assim, eu e o P. descobrimos a delícia que é acordar e vê-lo a acordar ali, connosco, na intimidade e no sossego. É tão bom... 

Pena tenho é de não ter feito o mesmo com os irmãos, mas como disse anteriormente, desta vez deixo todos os meus instinto tomarem conta de nós, em vez de opiniões aqui e ali.

Dia de cão!!!

Hoje foi! Dia de cão mesmo! Estou frustrada, exausta e muito zangada. Comigo e com os meus rapazes. 

Sob pretexto do aniversário da tia, tirámos o dia de folga. Não foram à escola, a avó e a tia vieram cá almoçar, houve bolo, desenhos e parabéns. Tudo andava feliz. Até que, depois do almoço... o diabo tomou-lhes o corpo e o espírito, só pode! Gritos, correrias, desobediências, ralhetes, mais desobediências... Chegaram a assustar o S., que chorou copiosamente durante um dos acessos de energia descontrolada, dos irmãos! O G. foi dormir a sesta de requitó, o M. ficou de castigo, sem televisão.

Tudo sossegou um pouco mais. Mas assim que acordou o G. da sua sesta de beleza... pau!, tudo de novo! Bora lá lanchar, acalmem-se lá, bebam o leite. Saio da cozinha e imediatamente um riso duplo e um "Ha ha ha, acho que fiz asneira!" Resultado: uma caneca de leite cheiinha entornada na mesa, no chão, na cadeira. "Calma, S., não te passes, respira...". "Sais da mesa e não comes mais nada até ao jantar!". O outro, entre choros de "Não quero a caneca" e risos para o irmão, saiu também da mesa sem lanchar e ficou a seco até ao jantar.

Fui para a sala com os 3, brincando com eles, com balões, com bolas, com risos. Nem assim! sempre que podiam, um em cima do outro, o outro aos berros, alguém se aleija...

Às tantas, e para ir deitar o S., o M. ficou de castigo sentado na mesa da cozinha. Podia levar os brinquedos que quisesse mas não podia sair da mesa. O G. seguiu-o e eu subi com o S. deixando dois meninos entretidos a brincar na mesa. Pois, durou, quê, 5 minutos? assim que eu pus o S. à mama, começo a ouvir choros e gritos na cozinha. "O G. bateu-me!!!! Buáááááá!!!!!". Assim, até que eu deitei o S., ainda a chorar, vim cá a baixo, dei duas solhas nas nádegas nuas do G. e reiterei o castigo do M.

Enfim, e resumindo, ralhei, gritei, bati, utilizei todos os castigos de que me lembrei, e ainda assim, acordaram-me o S. assim que entraram no quarto...

O que vale, é que amanhã é outro dia!

Xiça!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

domingo, 7 de abril de 2013

Burocracia Portuguesa





Conheço uma senhora muito catita que encontrou o amor da sua vida. E decidiram casar. A senhora tinha acabado de se divorciar, após separação oficial de 6 anos. Quando se dirigiu a uma conservatória para tratar dos papéis, descobriu que só se poderia casar um ano após o divórcio. "Não há hipótese de ser mais cedo?? Um ano??" "Ah, sim, há a hipótese B, que são 6 meses" "OK, aceito, o que é que tenho de fazer?" "Trazer uma declaração do seu médico obstetra a comprovar que não está grávida". 

Pormenor importante: a senhora caminha alegremente para os 65 anos!!!

"E não, não há excepções. E não, a médica de família não chega"!

Assunto a abordar mais tarde

Já falei da situação do meu pai, como tudo isto alterou as nossas vidas e do desgosto que eu tinha pelos meus filhos não terem essa figura de referência nas suas vidas - um avô.

Pois bem, estava eu em casa da minha mãe, na véspera de nascer o S., já com contracções fortes, quando a minha mãe me vem com a seguinte conversa: "vou-me casar"!

No início pensei que estava a gozar comigo, mas depois percebi. Na semana anterior, nos anos dela, ela tinha falado com o F., o primeiro namorado que ela teve, um amigo "quase secreto" durante toda a sua vida. Nessa conversa, sob pretexto de lhe dar os parabéns, o F. contou-lhe que ficara viúvo recentemente e não pensou duas vezes: queria casar com ela, ter a oportunidade que não lha deram quando eram novos. 

Fiquei super orgulhosa dela, nunca a supus capaz de fazer algo semelhante por si mesma. Eu sempre vi a minha mãe a viver a sua vida em função de nós e agora vejo-a tomar uma decisão destas... Fiquei tão feliz... Por isso é que no primeiro fim-de-semana em casa com os 3, ela não estava disponível: o F. passou lá o primeiro fim-de-semana deles...

E depois veio a apresentação do F. à nossa família, em especial aos miúdos. E não podia ter sido melhor. Desde a primeira hora que é o Avô F., um avô especial, que gosta genuinamente dos garotos e a quem eles adoram!

Único senão: a minha mãe, assim que se casar, vai viver para a casa dele, em Albergaria !! Vou perder o meu braço direito, mas é por uma muito boa causa!


Conversas em família

Hora de jantar, eu, o M. e o G., tranquilos a comer panados com arroz e feijão.
- "Desculpa dizer-te isto... mas eu não me sinto muito bem..."
- "Então porquê, filho?"
- "... A minha vida não me corre como eu queria..."
(O QUÊ???)
- "Porquê? O que é que te falta na tua vida?"
- ... "Queria viver mais sossegado... o G. fala muito alto e doem-me os ouvidos."
(O QUÊ???)
- ... "Mas... tu não gostas de ter irmãos?"
- "Vamos ver como é o S., mas se for como o G...."
- "Então tu não gostas do G.?"
- "Gosto... mas ele fala muito alto!"


PS - A bem da verdade, sim, o G. fala muito alto. Mas fiquei muito surpreendida e ligeiramente preocupada com os pensamentos que percorrem a cabecita do meu menino. O P. acha que é a reacção dele aos irmãos, especialmente ao S.. Acha que devemos deve passar mais tempo só com ele. Ontem foi com ele andar de bicicleta e ele amou. Mas está sempre a pensar profundo. A meio do passeio o P. disse "O G. ficou tristonho de não ter vindo" e ele respondeu "Eu sei, estava mesmo agora a pensar nisso".

Tanto tempo, tão pouco tempo...

Já passou tanto tempo, e eu ando com tão pouco tempo disposição... Para que se perceba, é sábado, são 10 da manhã, está a chover e eu estou aqui com dois miúdos a verem-me escrever, a fazer mil e uma perguntas, porque estão aborrecidos. E eu tento, a sério que tento...