terça-feira, 7 de setembro de 2010

Regresso à escolinha

As férias do M. duraram um mês e meio. Muito tempo para estar afastado da escola...
Nas primeiras semanas, ele adaptou-se bem e não acusou o tempo que esteve afastado. No início de setembro iria mudar de sala e andámos a falar disso nas duas semanas anteriores. E ele ia visitar a sala mas era preciso "arrancar a ferros" qualquer comentário ao que vira. Houve um dia em que disse "mas eu não quero brinquedos novos, nem amigos novos." (tãaao parecido com o pai)
Esta é a segunda semana na sala nova. No primeiro dia, muita excitação, a contar de todos os brinquedos novos que tinha lá, e do refeitório novo. Depois deixou de fazer comentários. Depois começou a ter dores de barriga antes de sair de casa. E a dizer todos os dias "vamos para a escola? não quero ir para a escola". Perguntei do que é que ele não gostava da escola, ele diz que gosta, mas que não quer ir.
Vou falar com a Educadora, para despistar alguma situação que me esteja a escapar. Mas temo que seja a forma dele viver as mudanças. E que isto se vá repetir em todas as mudanças de ciclo. O P. diz que sim, com ele era igual, ele lembra-se do drama de mudar de escola. E além disso, o ambiente na sala não deve ser dos melhores. Tem meninos novos. Pelo menos três deles estão sempre a chorar quando eu deixo o M. de manhã. Quando passou para a sala do 1 ano foi igual. Muito meninos choravam muito de manhã e isso foi muito difícil para ele.
Mas fico preocupada. Além de eu entender o seu sofrimento, e de nada poder fazer para o evitar, temo que ele passe despercebido à D. e à S., pelo seu sossego.
Vou falar com a S.. Nunca faz mal conversar, não é?

Dia de pica e outras histórias do G.

Hoje foi dia de vacina do G.. Portou-se pior a tomar a Rotateq, via oral (parecia que lhe estavam a dar limões!) do que a pica. Choramingou, mais a queixar-se do que com dor, calou-se assim que lhe peguei e ainda sorriu para a enfermeira!
Veio de lá com o carimbo de "badochinha". Está com 7,720Kg, 66,2cm. Está grande e gordinho. E tãaaao simpático. Este menino é muito bem disposto. Vai no metro, no autocarro, a sorrir a todos os que cruzam o olhar com o dele. É delicioso!
Mas agora arranjou-me mais uma preocupação. Quando tinha cerca de 2 meses, experimentei dar-lhe o leite com biberão. Nem reclamou! Bebeu tudo e no fim ainda lhe afinfou na maminha! Fiquei descansada, não iria ser o tormento que foi com o M.. Hoje, e porque a minha mãe estava cá, e porque tinha descongelado um saquinho de leite, decidi experimentar de novo. Resultado, BERROU, BERROU e não lhe pegou! E cheio de fome que estava! Quando lhe dei a mama, a meio de uma crise de histerismo, agarrou-se a ela como se não houvesse amanhã!
Agora vou ter de fazer disto um exercício diário, para ver se não vai para a creche sem querer o biberão. Temos um mês e meio para o fazer. Colabora, G....

Mas ser mãe (também) tem piada

Agora, quando o que eu lhe estou a dizer não lhe interessa (como "come a maçã", ou "anda para a mesa", ou ainda "não te dou mais bolachas porque..."), diz: "vou-me embora porque tu falas muito" e vira costas ao que eu estou a dizer!

Ser mãe (também) é ter de ouvir isto...

Estávamos nós na nossa rotina de deitar, que tem funcionado muito bem: contar uma história ao colinho, no sofá do quarto ("Ruca e o Esconderijo Secreto" já dura há 2 semanas!), caminha, cantar umas canções infantis (o repertório já vai tãaao extenso que temos de limitar o número) e então dormir, sossegadito, como tem sido, para não acordar o G.. Estávamos, como ia a dizer, na fase final da rotina, quando me diz "quero a ambulância"; "ó filho não, está lá em baixo, tens aí o carro do Noddy". "Uuuuaaáaaaa!!!!!". "Shiu que acordas o mano!; porque é que estás a chorar?". Então cala-se, como por magia, e diz, muito sério, sem ponta de choro ou choraminguice:
-"Ninguém gosta de mim. Tu não gostas de mim. Estás sempre a ralhar-me."
Bem podia ter-me espetado uma faca no coração, e retorcido! Doeu muito! E eu a saber que não é sentido, ou pelo menos justificado. Nós NUNCA usamos sequer a expressão "se te portas mal não gosto de ti". NUNCA! Por que raio é que ele fez aquela suposição?
Abeirei-me da cama e disse-lhe que gostava muito dele, que sempre gostaria dele, e o pai também, mas que tínhamos de ralhar quando se porta mal. E ele pediu um beijinho, e eu dei-lhe muitos, virou-se para o outro lado e dormiu.
Coração de mãe sofre...

Saudades?

Estava há dois dias sem ver o pai. Estava ansioso para chegar a casa e brincar com ele.
O pai em casa à espera, ansioso por o ver.
Chega a casa, corre a procurar o pai. Assim que o vê, antes de correr para ele e pedir para ir jogar à bola, pára e diz:
- Outra vez com essa roupa?! É impossível!*




* Dito com um ar extremamente agastado!