quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Como uma oração



Fomos ver os Lamb em 2009, em Maio, acho eu. Na altura já estava a tentar engravidar há vários meses, e andava um pouco em baixo.

Quando surgiu esta música, surgiu quase como uma oração. Chorei silenciosamente enquanto a cantava. Dois meses depois, surge o G. Ainda hoje quando a oiço, arrepio-me toda e vêm-me as lágrimas aos olhos.

Isto é o mais próximo que eu fico da oração e da religião ;-)





terça-feira, 2 de novembro de 2010

Para memória futura II

E esta noite, o G. dormiu 8 horas seguidas!!!!
Adormeceu às 19.30h, acordou às 3.30h para mamar e depois às 8.30h da manhã! Que bem que soube. Era bom que fosse para ficar.

Estão a crescer os meus meninos.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Para memória futura

Sei bem que esta informação não conta para o campeonato de ninguém além do meu, mas mesmo assim:
  • O M. adormece finalmente sozinho no seu quarto
  • O M. come finalmente sopa com couvinhas (i.e., não passada).

E é assim que me apercebo que ele cresce todos os dias. Mas não tenho nostalgia dele mais pequenino. Antes adoro cada fase e antecipo ansiosamente a próxima. Adoro vê-los transformarem-se diariamente em pessoas únicas. Este trabalho de ser mãe é o melhor do mundo, mesmo (mesmo descontando as birras e as noites por dormir e tudo e tudo e tudo!).

Foi há 4 anos!

Não podia deixar passar esta data em branco. A verdadeira aventura começou há 4 anos!


P.S. - Parabéns T..

domingo, 31 de outubro de 2010

* O tal assunto a abordar mais tarde

O M. sempre passou uma noite por semana na avó desde mais ou menos os 18 meses. Quando eu ia lá e depois vinha embora, choramingava sempre, se bem que depois ficasse lindamente.
Depois do nascimento do G., reparei que ele queria ir para a avó, mais do que o costume. E que sempre que lhe dizia que era 6ª feira, ficava radiante. Claro, na casa da avó ele ainda é o menino, não há mais nenhum.
No primeiro dia de creche do G., a minha mãe foi comigo buscá-los. E fomos primeiro buscar o G.. E ela pegou-lhe ao colo para eu ir receber o M.. Quando ele veio, ficou possesso de ver a avó com o G.. Nem quiz um beijo, nada, só queria que ela pousasse o mano.
Agora, uma semana depois, está tudo normalizado.
Não parece, mas isto de ter irmãos mexe muito. Apesar de cada vez mais encher o mano de beijos, o M. ainda é surpreendido com a perda de estatuto de "único".

Pai em casa

O P. tirou um mês de licença de parentalidade, assim que terminou a minha de 5. Acabou esta semana, quando o G. fez 6 meses.

Foi tão bom tê-lo em casa nos horários normais das famílias (leia-se ao fim da tarde). Todos os dias eu ia buscar o M., chegávamos a casa e lá estava ele à nossa espera. E enquanto eu cuidava do G. (que chegadas as 6 da tarde já ninguém o atura, quer é dormir), o M. ficava com o pai a ver desenhos animados (o Dartacão roda cá em casa non stop há 5 semanas!), e a "fazer brincadeiras", e a "jogar às fintas". Ele adorava, era brincadeira pegada durante o jantar, ia para a cama feliz e assim até começou a adormecer sozinho, sem mim no quarto.
Pois, mas o que é bom acaba depressa. O P. voltou a trabalhar. E até agora sempre a fazer tarde, o que quer dizer que os finais de tarde são passados a três. Com as pressas do costume, que tenho de dar banho, amamentar e deitar o G., depois tenho de fazer o jantar, e depois o banho do M., e assegurar-me de que consigo isto de forma a que ele não vá para a cama muito tarde. O que não deixa tempo para as lutas de espadas com os "pauzinhos" do xilofone, ou para pintar o livro de colorir, ou simplesmente ver desenhos animados. E que pena que eu tenho disso. Gosto de o ouvir rir de feliz, de satisfeito.
Por isso, no outro dia, decidi mandar vir uma pizza. Ele adora, desde o facto de o homem vir de mota, à própria pizza. E assim houve tempo para brincar, só brincar. Que bom que foi.
Um dia não são dias, e vamos fazer isto mais vezes (nota mental: para a próxima, fazer própria pizza - sai mais barato e mais saudável!).

Serviço público - Amamentação em tempo de trabalho



Alguém algum dia pode passar por aqui e ler isto. E alguém pode precisar de ajuda, e é para isso que vem este post.

Deixei de amamentar o M. aos 7 meses, após uma cirurgia às pernas e após o início dum emprego. Comecei a trabalhar e logo nos primeiros dias começou a surgir a dificuldade de tirar leite durante o dia. Desesperei, deixei de ter leite para o dia seguinte dele no infantário, e para que ele não passase fome, avancei para o leite de lata. E desisti do meu, simplesmente achei que tinha acabado.

Sempre culpei a cirurgia desse facto, mas agora, olhando para trás, vejo que simplesmente desisti por desconhecimento, desinformação.



Com o G. queria que fosse diferente. E andava a correr tudo bem. Até que veio um dia em que estava eu numa casa de banho pública, a iniciar a tarefa da ordenha, quando percebi que estava com dificuldade em tirar. Normalmente tirava 180ml de cada vez, e nessa vez estava com 20ml e as maminhas a dizer que não havia mais. Respirei fundo, cheirei o disco de amamentação (com um cheiro tão parecido com o do G.) e eis que ela veio, a sensação de descida do leite. E a mama libertou, consegui rapidamente os 180ml. E então percebi: para que consigamos tirar o leite, libertá-lo, é quase como para o sexo, temos de estar focadas naquilo, sem stress, sem mais nada na cabeça.

Ora, isso não é fácil no dia a dia do corre corre do trabalho. Decidi telefonar para a Maternidade e falar com as (fantásticas) enfermeiras da consulta externa de pediatria. Lembrei-me da Occitocina que me deram para soltar o leite nos primeiros dias do G. e perguntei se ainda faria efeito passados 6 meses. Elas disseram que sim, quando tiver dificuldades posso usar. E assim, usei duas vezes, e resultou. Depois disso, e se calhar por ter relaxado em relação a esta questão, não voltei a precisar de usar. Agora, quando demora mais tempo a libertar, respiro fundo e relaxo, sei que é uma questão de tempo e ele vem, ele está lá dentro.

Por isso concluo: para amamentar é absolutamente necessário:
  1. Querer, verdadeiramente querer;
  2. Estar informada e querer saber, procurar respostas.
  3. Acreditar que é possível.
Ando agora todos os dias com uma lancheirinha térmica com este estaminé todo. E faço-o duas vezes por dia, nas horas (mais ou menos) que ele mamaria, de forma a tirar as duas refeições diárias de leite que ele toma no infantário. E penso andar assim pelo menos mais 6 meses.




É possível, agora acredito que sim e estou feliz por isso!