sábado, 25 de setembro de 2010

Mas também foi ontem...

... que consegui emprego. A entrevista que eu não queria ter tido, o emprego que eu não queria, agora é meu. E assim respiro de alívio. Que se lixem os senhores do governo que querem saber das contas dos meus filhos.
Vou começar daqui a 2 semanas. Na verdade, esta resistência que eu tinha cedeu muito. O futuro chefe/patrão é uma pessoa com historial de grande sucesso no ramo, penso que me vou dar muito bem. Além de que lhe falei de todas as "condicionantes" de ter 2 filhos pequenos e ele ainda assim escolheu-me. Aliás, por causa de uma dessas condicionantes, vou para Lisboa em formação 3 dias... e levo o P. e o G. comigo! Vai puxar muito por mim (os objectivos são extremamente ambiciosos), mas posso conseguir.
Pelo menos por agora respiramos um pouquinho melhor cá por casa.

O Estado Social

Ontem foi o primeiro dia de desemprego. Fui ao Centro de Emprego fazer a inscrição e à Segurança Social fazer o pedido de Subsídio de Desemprego. No meio de tantos papéis e formulários a que a burocracia obriga, vem o famigerado papel para declararmos os valores que temos nas contas bancárias de todos os elementos do agregado familiar.
- Desculpe, mas é para pôr de todas as contas, mesmo as poupanças dos miúdos?
- Sim, eles fazem parte do agregado familiar, não é?
- Sim, mas as poupanças são DELES, não lhes posso mexer, só eles o podem fazer quando tiverem 18 anos!
- Pois, mas tem mesmo de pôr...
Portanto, como os meus filhos daqui a 18 anos vão poder ajudar-me financeiramente, pelos vistos tenho de o declarar, se é que quero receber a benesse de 419€ que o estado me dá. Sim, porque desde 1 de Julho que deixei de ter direito ao Subsídio de Desemprego e passei a ter direito à esmola do Subsídio Social de Desemprego!
Viva o Estado Social!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Afinal surtiu efeito

Depois da cena do "não gostas de mim", parece que a conversa que tivemos surtiu efeito. Além de nunca mais ter dito semelhante barbaridade, agora diz muitas vezes "gosto de ti sempre, mãe", ou "gosto muito do mano" e outras preciosidades parecidas, que derretem o coração frágil de qualquer mulher parideira ;-)
Ser mãe compensa, ah se compensa!