quarta-feira, 8 de maio de 2013

O meu bebé

O meu bebé é delicioso!

Verdade, o S. é delicioso. Calmo, carinhoso, bem humorado, tolerante, grande... eu sei lá. Estou completamente apaixonada por esta pessoinha. Acho que sinto muito cá dentro que este é o meu último bebé e estou a usufrui-lo o máximo que possa. (In)felizmente estou em casa, o que me permite levá-lo ao infantário 4 dias por semana apenas, ter leite que chegue para que ele até as papas tome com o meu leite... E permito-me mimar e ser mimada por ele sem culpas. Uma das coisas que se tornou numa rotina deliciosa, é o acordar. Começou por uma fase em que ele andava a dormir mal, a chorar de noite, em que eu o trazia para a minha cama para ele não acordar os irmãos. Mamava, acalmava, adormecia(mos) e ficava(mos) por lá. Depois, quando passou essa fase menos boa, a minha preguiça fazia com que na mamada da noite (4 ou 5 da manhã) eu nem ficasse no quarto. Pegava nele e trazia-o directamente para a cama. Adormecia a amamentá-lo. E assim, eu e o P. descobrimos a delícia que é acordar e vê-lo a acordar ali, connosco, na intimidade e no sossego. É tão bom... 

Pena tenho é de não ter feito o mesmo com os irmãos, mas como disse anteriormente, desta vez deixo todos os meus instinto tomarem conta de nós, em vez de opiniões aqui e ali.

Dia de cão!!!

Hoje foi! Dia de cão mesmo! Estou frustrada, exausta e muito zangada. Comigo e com os meus rapazes. 

Sob pretexto do aniversário da tia, tirámos o dia de folga. Não foram à escola, a avó e a tia vieram cá almoçar, houve bolo, desenhos e parabéns. Tudo andava feliz. Até que, depois do almoço... o diabo tomou-lhes o corpo e o espírito, só pode! Gritos, correrias, desobediências, ralhetes, mais desobediências... Chegaram a assustar o S., que chorou copiosamente durante um dos acessos de energia descontrolada, dos irmãos! O G. foi dormir a sesta de requitó, o M. ficou de castigo, sem televisão.

Tudo sossegou um pouco mais. Mas assim que acordou o G. da sua sesta de beleza... pau!, tudo de novo! Bora lá lanchar, acalmem-se lá, bebam o leite. Saio da cozinha e imediatamente um riso duplo e um "Ha ha ha, acho que fiz asneira!" Resultado: uma caneca de leite cheiinha entornada na mesa, no chão, na cadeira. "Calma, S., não te passes, respira...". "Sais da mesa e não comes mais nada até ao jantar!". O outro, entre choros de "Não quero a caneca" e risos para o irmão, saiu também da mesa sem lanchar e ficou a seco até ao jantar.

Fui para a sala com os 3, brincando com eles, com balões, com bolas, com risos. Nem assim! sempre que podiam, um em cima do outro, o outro aos berros, alguém se aleija...

Às tantas, e para ir deitar o S., o M. ficou de castigo sentado na mesa da cozinha. Podia levar os brinquedos que quisesse mas não podia sair da mesa. O G. seguiu-o e eu subi com o S. deixando dois meninos entretidos a brincar na mesa. Pois, durou, quê, 5 minutos? assim que eu pus o S. à mama, começo a ouvir choros e gritos na cozinha. "O G. bateu-me!!!! Buáááááá!!!!!". Assim, até que eu deitei o S., ainda a chorar, vim cá a baixo, dei duas solhas nas nádegas nuas do G. e reiterei o castigo do M.

Enfim, e resumindo, ralhei, gritei, bati, utilizei todos os castigos de que me lembrei, e ainda assim, acordaram-me o S. assim que entraram no quarto...

O que vale, é que amanhã é outro dia!

Xiça!