sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Os Manos Maravilha


Os meus filhos são realmente os Manos Maravilha!

Após uma fase em que o G. estava ainda a tentar dominar a posição vertical e o modo de andar, em que o M. aproveitava todas as oportunidades para testar o equilíbrio do irmão, atingimos o Zen

Adoram-se. Brincam juntos, às corridas de camiões (na verdade, corridas de Camião do Lixo - Carro da Barbie com Action Man a conduzir ;-), que já provocou lesionados), às escondidas, à apanhada.

Na hora de ir dormir, o M. apressa-se a entrar na cama e esperar que o G. lá vá dar o último beijinho de boa noite (última oportunidade do dia para cobóiada na cama). O M. sai da mesa, ou da sala, ou do carro, e o G. não descansa enquanto não percebe onde ele foi. O G. não diz quase nada (principalmente recusa-se a repetir o que nós lhe dizemos para dizer), mas papagueia tudo o que o irmão quizer.

E ficamos tão felizes de os ver juntos, com prazer.

O M. nunca disse nada do género "este brinquedo é meu, não mexas"! Antes descobriu que consegue negociar com o G. por forma a reaver o brinquedo que o irmão tem no momento. Quer ser o primeiro a ser entregue na sala, de manhã, na escola, para que os amigos vejam o irmão ("quero que ele vá lá armar a confusão, os meus amigos gostam!").

Mas a coisa mais linda que ele fez, deixou-me orgulhosa do meu menino. Fomos a casa da T. para eles brincarem com o sobrinho dela, que tem 5 anos. O I. não estava para aturar o G., nem a falta de jeito dele para brincar, e ia demonstrando o seu desagrado ("sai daqui", "não sabes brincar", "não brinques com isso", etc). Na viagem para casa, perguntei ao M. se tinha gostado de ir brincar com o I. e os seus brinquedos espectaculares. A resposta dele foi: "Gostei. Mas não gostei dele ser mau para o G., mãe. Ele devia saber que o mano é pequenino e não percebe as coisas, temos que o ensinar".

Espero que esta relação perdure, e que eles sejam amigos para sempre, de verdade.


Desejos 2012




Apesar de todo o drama que gira em torno do ano que aí vem, não posso deixar de estar optimista. Emprego novo, melhores condições, mais estimulante.

Assim, para 2012, desejo para mim e para a família maravilha, um ano como o de 2011, com uma nuance: que seja o ano da 3ª concepção!

E para todos, desejo fortemente que se consiga ver para além da crise, porque nada na vida é mais importante que as relações entre as pessoas. Não deixem que o pessimismo generalizado mine a vossa disponibilidade emocional para os que amam.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Preciosidades

"... quinze, dezasseis, dezassete, dezazoito, dezanove, dezadez! É assim, mãe?"

Quase dá vontade de não corrigir...

Delicioso.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Férias campestres



Férias!

E então lá fomos acampar. Duas tendas, cada uma com um menino e um adulto (sim, para o ano compraremos um T3 para que ao menos os pais possam dormir juntos :-S). Muito sol, muita praia, muito ar livre.

Meninos muito entretidos, muito cansados ao final do dia, muito felizes.

E nós cá nos desenrascámos. No geral, acho que correu muito bem. Montámos a nossa logística, não faltou nada. E sabe muito bem termo-nos aos 4, sem pensar em mais nada a não ser no que vamos fazer a seguir que nos dê prazer.



Revisão dos 4 anos - o Avô

Com o M. está tudo OK. Muito alto, magrinho, mas de excelente saúde.
Tinhamos, no entanto, uma preocupação: a situação Avô.
Há já algum tempo que o M. me perguntou pelo avô. Ou melhor, rodeou tanto o assunto que eu tive de lhe pedir para me fazer as perguntas que queria. Então expliquei-lhe como melhor sabia. O avô A. tinha morrido há muito tempo, porque era muito velhinho, e o avô G. tinha ido embora, não sabíamos dele. Na altura, ele pareceu entender a explicação e ficámos por aí.
Mas entretanto, vem desenvolvendo umas conversas que me incomodam por não saber lidar com elas. "ontem fui a casa do meu avô G. e ele tinha lá um carro espectacular!", ou "a casa do meu avô G. é verde e tem uma porta castanha", ou "quando o meu avô G. me veio buscar à escola...". Eu não sabia o que responder. Se sabia que era mentira, se embarcava na história, sei lá! Mas a minha preocupação era que claramente a história não estava resolvida na cabecinha dele (se não está na minha, como é que podia estar na dele?).
Falámos ao Pediatra e ele desdramatizou. Disse que era normal nesta idade as crianças desenvolverem relações com amigos imaginários, como forma de viverem em fantasia situações que gostaríam de viver. E neste caso, claramente o amigo imaginário é o avô G.. Portanto, nada de dar demasiada importância. Nem desmentir, nem embarcar nas descrições. E, claro, ir respondendo a perguntas que possam surgir, conforme seja possível.
Isto fez-me voltar a pensar num assunto, que eu pensava fechado, com mágoa. Ele agora faz-me mais falta porque faz falta aos meus filhos. E sei que vou ter de passar por tudo isto de novo com o G.
Não o odeio, mas penso nele cada vez com mais mágoa.

Revisão dos 15 meses

Está lindo, claro, mas isso já eu sabia!
Está esperto, cabeçudo, brincalhão. É tão bem disposto, este meu filho. Mas barulhento, principalmente quando algo não lhe convém.
Na sala do Pediatra, não pararam, os dois. Mas bem comportados, apenas brincalhões. O Pediatra gostou, que é mesmo assim que os meninos devem ser.
Viemos contentes.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

E da festa?

Pois, houve festa!


Atrasei-me a enviar os convites para a escolinha, e quando o fiz, trouxe de volta outro convite, para outra festa, de outro menino, no mesmo dia! Fiquei preocupada com o que poderia se o primeiro fracasso social do M.! Pus mãos à obra e consegui não só convencer a mãe do outro menino a juntar ambas as festas, como ainda a mudar os planos para que fosse onde eu tinha imaginado: um piquenique no parque perto de nossa casa! E a mãe aceitou, mesmo tendo uma bebé de 3 semanas! Agradeci-lhe muito, claro, e assim conseguimos finalmente ter uma festa ao ar livre.

Foi divertida, vieram os melhores amigos da escola, fartaram-se de brincar como crianças que são (correr, esconder, saltar e joga à bola!). Se não fosse uma picada de vespa que me fez pragejar fortemente em frente a toda a gente (que vergonha...), teria sido perfeito.


Resumindo, trouxe para casa um filho feliz, com mais amigos a tiracolo e brincadeira para ele até tarde e conversa para nós pela noite dentro.


Foi muito bom.

Quatro anos

O M. fez 4 anos! Está crescido, eu sei que é um cliché, mas está mesmo, e surpreende-me todos os dias. Está um rapainho adorável. Todos lhe gabam o bom comportamento, o sossego. E eu babo, sabendo que em casa nem sempre é assim (como deve ser, não criamos autómatos cá em casa!). É responsável e gosta de estar com os adultos, ouvir as suas conversas e tentar conversar como eles. Gosta do irmão, embora esteja numa fase de implicar e dar "toques amigáveis" que o façam cair ou resmungar (coisa que o G. nunca se inibe de fazer ;-)), está a testar a sua teimosia e a nossa paciência, enfim, um rol de coisas novas e deliciosas que vamos descobrindo com crescimento.


No dia dos seus anos, tirámos o dia de férias e passamo-lo todo com ele. Ele é que escolheu o programa de festas:



  • Então, de manhã, depois de entregarmos o G. na escola, fomos tomar o pequeno-almoço no café;


  • Depois fomos a manhã toda à piscina, onde pudémos brincar e durante 2 horas, o que é impossível quando levamos o G. connosco;


  • Quando voltámos para casa, tínhamos o pai à espera com a primeira prenda: uma bicicleta! Não estava à espera e nunca no-la pediu, mas será um dos presentes favoritos, sem dúvida;


  • Depois almoço: pizza feita em casa com ingredientes à escolha! Comeu e babou por mais.


  • A seguir, enquanto experimentava as maravilhas da bicicleta e do capacete, a mãe fez um bolo de chocolate (DELICIOSO!) com cobertura de chocolate (DELICIOSA!) e decorada com Pintarolas!


  • Saída a correr com o bolo ainda quente para a escola para apanhar os amigos depois do lanche para cantar os parabéns (tão envergonhado e orgulhoso, o meu menino!);


  • Regresso a casa com a avó e o mano a tiracolo e jantar e parabéns de novo em casa.

Acho que ele adorou o dia dele, só dele, em que foi único e especial o dia todo. Eu sei que adorei, e manterei a regra de não trabalhar nos aniversários dos meus filhos. Acho que é um gesto da maior simplicidade e que lhes proporciona uma sensação tão boa, e que está ao alcance de qualquer um. Tenho pena de quem arranja desculpas para não o fazer, estão a perder uma das melhores partes da vida.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Memórias Passadas

(escrito em Agosto 2006)


Hoje estou de rastos. Tenho de manter a atitude positiva, a minha mãe está a afundar e eu tenho de a manter à tona a todo o custo.


Perdi o meu pai. No sentido literal. Ele não morreu para o mundo, simplesmente morreu para mim. Não, é pior ainda. Se ele estivesse morto, chorava-o e recordava-o para sempre. Diria aos meus filhos que tiveram um avô que era muito bom e que gostaria muito deles se estivesse vivo. Mas não posso fazer isso. Tenho um pai sacana, no mínimo.


Cada palavra destas fere-me imensamente.


O meu pai agora tem 4 filhos. Uma, ele ignorou desde o nascimento. Outra, ele elevou aos píncaros para depois descartar, invejar, odiar (eu). Outra, além disto tudo, conseguiu metê-la num poço tão fundo donde ainda (hoje) não se sabe como se sai. O 4º é um bebé. Nascido do mais sujo dos enganos, mas não consigo evitar querê-lo. Tenho muita pena dele. É um menino que merece ter um bom pai e não tem. Espero sinceramente que tenha uma mãe melhor, que seja um décimo da minha mãe.


O meu pai é mau. Muito mau. E eu só quero chorar e não posso. Ninguém entende o que eu sinto, além da minha mãe e da minha irmã. e ironicamente é delas que eu tenho de esconder tudo, porque estão muito pior que eu, e alguém tem de parecer estar a reagir.


Estou neste processo há mais de um mês. Mas, no fundo, estou desde que nasci, só que ninguém percebeu. Enquanto criança ( e ainda estou tentada a ir por aí), sempre pensei que o meu pai sabia as coisas todas, de tal forma que quando ele deixou entrar de novo em nossa casa um tio que, meses antes, tinha assediado as suas duas filhas crianças, com as palavras mais nojentas que ainda hoje não repito, achei que, se o meu pai não tinha medo, eu também não deveria ter. A esse tio nunca perdoarei e sei agora que ao meu pai também não.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Um ano

Há um ano, por esta hora, estava já com ele nos braços. Já tinha comido, provavelmente já dormia, enquanto eu aprendia o seu cheiro, as suas feições, sentia o seu peso e o seu calor. Momentos mágicos! E como ele nasceu ao final da tarde, não houve visitas, pude descansar e passar as nossas primeiras horas juntos, sem interrupções, sem distrações. Esses momentos são preciosos, e com o G. eu pude vivê-los por inteiro.


Está crescido, o meu bebé... Está giro, esperto e muito simpático.


É um refilão e reivindica ferozmente tudo o que acha que tem direito. Não fica calado, resmunga e normalmente consegue o que quer (M., põe-te a pau ou ele rapidamente te come as papas na cabeça!).


Mas é um doce, carinhoso e sorridente. Já faz gracinhas, para deleite da avó, gatinha a toda a velocidade e prepara-se para arriscar a ficar de pé sozinho (dou-lhe um mês para que comece a caminhar).


Come tudo (literalmente tudo!) o que apanhar à mão (incluíndo uma traça viva, que ficou toda melada na boca dele). Comidinha, também é fã, grande.


Dorme bem, mama antes de me deitar e depois normalmente sou eu que tenho de o acordar pela manhã.


E o que é que este bebé nos trouxe? Muita harmonia. Tudo encaixa, a família cresce e já somos 4, definitivamente. Não se revelou um problema para o M., que se adaptou lindamente e o adora. E para nós, pais, trouxe-nos mais tranquilidade e certezas de que queremos ter um terceiro filho, porque é bom a dobrar, e gostamos a dobrar e não a dividir, e porque é delicioso encontrar as suas próprias personalidades, independentes da educação que lhes damos, porque é bom, ponto final.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Rebianga e Xavierzinho

Ontem fizémos uma rebianga e quase chamávamos um Xavierzinho!

;-)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Geração (à) Rasca

Eu pertenço ao que em tempos chamaram Geração Rasca, e que hoje é mais Parva que nunca. Sou o estereótipo, licenciada, com vínculo precário. Há quem grite por aí que afinal nós somos é perguiçosos, temos o canudo e não queremos é trabalhar.
Comecei a trabalhar com 19 anos. Não entrei na Universidade à primeira, logo, fui trabalhar. Fui para uma loja de roupa chique (sapatos a 100 contos!), a ganhar 60 contos, trabalhava 6 dias por semana e nunca tive contrato ("se aparecer a fiscalização, dizes que é o teu primeiro dia, por isso não tens contrato ainda"). Nem contrato nem descontos, claro! Fiquei 6 meses, até que entrei na Universidade.
Escolhi um curso de Agricultura, porque um país inteligente faz uma aposta inteligente numa agricultura moderna e competitiva. Depois acordei e vi que estava em Portugal. Primeira desilusão...
Durante o curso, muito graças a um pai trafulha e apesar do esforço inglório de uma mãe como há poucas, tive também de arranjar nova forma de obter rendimentos. Iniciei-me no maravilhoso mundo dos Recibos Verdes, vendendo Gás Natural! Ganhava ao contrato assinado, pelo que, passado o primeiro ano de isenção da Segurança Social, às vezes nem ganhava para a pagar. E isso viria atormentar-me muito mais tarde.
Ainda antes de acabar o curso, surgem duas oportunidades de emprego simultâneas. Fiz a minha primeira escolha. Vendedora de Pet Food, inebriada pelos 660€ prometidos (que afinal nunca passaram dos 600, primeira mentira), com o carro, telemóvel e computador à disposição. 3 contratos de 6 meses depois, e antes de ser obrigatória a efectividade, adeusinho, foi muito bom mas não pode ser.
Mas fui chamada a seguir o mesmo projecto numa empresa rival. Ganhava 750€, o trabalho era o mesmo, uma empresa sólida e quase familiar. Nunca fiz contrato, passei logo à efectividade. Passados 6 meses fui "promovida". Uso as aspas porque de facto fui promovida, passei a chefiar os colegas, a ficar no escritório e a ganhar 1000€ (metade no recibo e metade à parte, tão "à patrão"...), mas fiquei sem carro e gastava cerca de 250€/mês em gasolina, por isso... Entretanto engravidei e de promovida fui despedida aos 7 meses, num domingo, a trabalhar, de um dia para o outro. Tudo muito premeditado e legal, por incrível que pareça. Primeira viagem ao mundo dos Centros de Emprego, ao Subsídio de Desemprego. E graças à política do patrão portuga, a ganhar uma miséria.
Tive o M., esgotei o SD. Fiz algumas coisas. Comercial da Optimus (500€, Recibo Verde ilegal), vendedora de detergentes (500€, sem recibo). Este último durou um mês, após o qual o patrão teve alguma dificuldade em largar o guito... Nos entretantos, e entre a licença de maternidade e o SD, surge o litigioso da Segurança Social a exigir o pagamento das contribuições em atraso. "Tem mesmo de pagar, queremos lá saber que mal tenha para vestir o puto!".
Surge então o emprego que achei me salvaria. Chefe de Secção do Jumbo, um emprego de responsabilidade que me poderia levar longe. Ganhava bem (1300€ é bem?). Trabalhava em média 14 horas por dia, 6,5 dias por semana. O M. tinha acabado de fazer 1 ano e ficava na minha mãe 3 a 4 vezes por semana. A minha vida em casa andava caótica e nem por isso o meu emprego andava melhor. Pelo que, quando chegou ao fim o meu contrato e a minha chefe me diz que não vão renovar, respirei de alívio. Não se pode pedir isto a uma pessoa. E o triste é que eu via colegas que vibravam com aquilo! Eu passava o dia a quase chorar sempre que via uma mãe às compras com o seu filho! Eu nunca via o meu filho! Mas se calhar sou eu, que sou preguiçosa e tenho as minhas prioridades trocadas...
Centro de Emprego outra vez, Subsídio Social de Desemprego (472€!). Nos entretantos, estudos de mercado na Marktest. Com direito ao final do primeiro mês dizerem ("desculpe, houve um erro a processar as suas entrevistas e não chegou a tempo de receber este mês. Mas recebe no próximo mês, desculpe lá!"). Deixei de ter dinheiro para o passe de Metro, deixei de ir.
E então surge a oportunidade de trabalhar no que eu queria, empresa de comércio e serviços à agricultura, como técnica e vendedora. Foi um tempo óptimo, numa empresa familiar, que me deu um contrato certinho, mas a ganhar 500€, menos ainda que no meu primeiro emprego, 6 anos antes! Engravidei logo de início, a reacção foi boa, o contrato renovado. Nasceu o G., antes do fim da licença vei o blá blá de novo, tudo acabou de novo...
Agora cá estou, de novo vendedora, já não tanto deslumbrada com carro, computador e telefone, sinceramente à espera do que acontece no final do contrato.
Acho que não sou perguiçosa. Estou é muito desiludida. E quanto mais avanço mais certezas tenho acerca das minhas prioridades na vida, que cada vez menos passam pelo sucesso profissional, no qual simplesmente não acredito...
E sou eu e milhares como eu.
Somos mesmo parvos!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Arrumações e decisões

No seguimento do post anterior, impunha-se uma arrumação a toda a parafernália da sala de ordenha que se tornou dispensável.
E tinhamos que decidir "isto vende-se, isto empresta-se a quem precisar..." e eu disse: "não se vende que eu pretendo voltar a usar!" Ao que ele respondeu "claro, mas ainda é um bocadinho cedo, não?".
Sim, amor, ainda é cedo. Mas é excelente saber que temos planos de novo!

Revisão dos 9 meses

Uma gastroenterite que me abananou (a pontos de me por a magicar em outros ses...), atacou forte o G. durante uma semana. Entre vómitos e diarreias, tivémos direito a 2 dias em casa, muita papa de arroz e tal.
Depois, visita ao pediatra, de rotina (9 meses) e aproveitando, tratando também a "virose". Desde há 2 meses o G. não aumentou de peso. Cresceu, mas não aumentou. Terá sido perda de peso da diarreia? Possível. Terá sido da alimentação? Provável.
Há muito que notava que o leite não era em quantidade. Estava lá sempre que ele pedia, mas não era muito. De tal forma que de tanto puxar até sair algo, e com os 5 dentitos a ajudar, eu ganhei feridas em ambos os mamilos, o que tornou tudo bastante doloroso (poderão pensar "ah, e tal, e os mamilos de silicone?" e eu direi "pois, mas ao cheiro de maminha o menino quer é mesmo maminha!").
E assim decidimos: assim que passar a gastro, começamos com leite de vaca (já disse que adoro o Dr. R.?). E assim foi.
Reacções? Sim, adorou e mama imenso! Talvez umas 10 vezes mais do que eu fornecia! Continuo a dar maminha de noite, uma vez, e o resto são biberões cheiinhos de leitinho de vaquinha!
E assim nos preparamos para a revisão daqui a 2 semanas, a ver se recuperamos o peso perdido!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ufa...

Não, não é! Uf....

Psicossomático?


O M. anda na Capoeira! A tia há muito queria oferecer-lhe esta experiência, então no sábado lá fomos. O professor E. é espectacular, mas o M. entrou tímido e agarrado a mim. Estavam mais 2 meninos mais velhos e eu tive de entrar com ele na sala, senão acabava ali a experiência.
Enquanto lá estive, observou tudo atentamente mas recusava qualquer aproximação ou interacção com o professor. Então dei uma desculpa e saí. Pensei que viesse atrás de mim a chorar, mas não, ficou!
E nós ficámos cá fora a observar sem sermos vistos. E aos poucos foi fazendo o que o professor propunha. No fim, deu-lhe um abraço e disse que queria voltar. Ficámos radiantes! No dia seguinte ia haver uma festa para miúdos na escola de dança e dissémos que iríamos.
Ele acordou entusiasmadíssimo, mas logo que chegámos "encolheu". Não nos largou, não esboçou um sorriso, estava em stress. Até chorou quando me afastei 3 metros para pegar no G.! Aí decidimos vir embora.
No carro começa a chorar compulsivamente, a queixar-se de uma orelha que estava vermelha. Fomos à casa da avó J. e da avó A. e ele sempre a chorar. Estávamos já preparados para uma otite... Chegámos a casa, demos Paracetamol e medimos a frbre. 36,4ºC! Não tinha febre. E depois de lanchar, transformou-se, voltou ao meu menino de sempre e nunca mais se queixou de nada!
Conclusão preocupante: tem sintomas físicos de stress!
Coitadinho do meu M. Temos que pedir aconselhamento ao nosso Dr. R..
Psicossomático??

Ai ai...

Será? Ui...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Registo para a posteridade

A uma semana dos 9 meses, o G. ensaiou o gatinhanço!!!


Ainda não sabe muito bem para que é que serve, ainda o faz muito esporadicamente, mas cheira-me que este miúdo, assim que o perceber, ninguém o pára! É tão diferente do M.... No banho, parece que estou a tentar controlar um polvo, tal é a maneira como se mexe e tenta levantar-se e sair da banheira.


Esperam-nos uns meses "perigosos", tal é a vontade do G. se movimentar e tal é a vontade do M. de o "ajudar". Prevejo muitas quedas e algumas mossas.


Mas gosto tanto de o ver assim esperto, cheio de curiosidade...


É bom assistir a isto de tribuna, mesmo!

Manias, cada um com a sua...

E o que faz uma jovem (?) mãe depois de uma noite em que dormiu, talvez, 3 horas, depois do seu bebé chorão finalmente adormecer a meio da tarde, depois de uma manhã em que não dormiu e apenas choramingou? O que faz uma pessoa mentalmente sã, ou que ao menos queira manter a sua sanidade mental?
Sim, bolachas de alfazema! Dormir? Descansar? Nã! Bolachinhas bem boas.

O G. anda há um mês muito incomodado, talvez com os dentes, e as quantidades astronómicas de ranho que consegue produzir. E isso traduz-se em noites para esquecer (acorda 3 e 4 vezes).
É esperar, não é?, que passe. E que passe rápido...

sábado, 15 de janeiro de 2011

17 anos depois

17 anos depois, cá estamos.


Nunca imaginei que iríamos chegar aqui. Passou-se muita coisa, crescemos muito, fomos ficando, somando tempo juntos, sem nunca proferir as palavras "para sempre". Não por falta de confiança em nós, mas acho que pela leveza com que sempre encarámos a relação que temos e os passos que fomos tomando. Ainda hoje me é difícil definir-te para os outros. Se digo "o meu namorado", parece estranho. Também não és meu marido.


Agora olho à minha volta, temos a casa dos nossos sonhos (ainda em "fase de acabamento"), temos dois filhos (!) maravilhosos, uma vida em torno um do outro e do que construímos e penso, será que agora faz sentido o "para sempre"? Para mim começa a fazer. Não propriamente o casamento, mas antes o assumir perante quem nos ama e quem nós amamos deste amor, que não é feito de núvens cor-de-rosa como às vezes nos querem vender, mas antes de percursos em comum, de altos e de baixos, mas de muita cumplicidade.


Amo-te, com todas as letras, sem aspas nem asteriscos. Reconheço todas as tuas qualidades e amo-as. Reconheço todos os teus defeitos e aprendo a viver com eles.


Esperamos mais 17 anos a ver o que dá? ;-)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Festas

Passaram as festas.
Para mim quando há crianças volta tudo a fazer sentido de novo. Não sendo nós propriamente religiosos cá por casa, o Natal faz sentido pela excitação e alegria que provoca aos miúdos. E este ano foi o primeiro em que o M. verdadeiramente antecipou o dia. Na semana do Natal passou a semana toda a contar os dias "hoje é 2ª é piscina, depois é inglês, depois é ginástica, depois é nada e depois é Natal!". E apreciou mesmo a noite. As avós que vieram, mais a tia, os sonhos que a avó J. fez, a surpresa e alegria quando desceu da banhoca e lhe dissémos que o Pai Natal já tinha vindo e deixado muitos presentes, a sinceridade quando abriu as duas primeiras prendas e disse "mas isto não é um jipe...". O dia seguinte, com mais presentes na casa da avó A.. Foi bom.





Da passagem de ano, nada a declarar. Fomos para o "berço" do M., Caminha. Fomos apenas passar a noite. Disse-lhe que íamos de férias e ele andou excitadíssimo, a contar aos amigos que ia de férias, e que tinha uma piscina, etc. e tal. Mal chegámos lá, percebi que ele não estava 100%. Febre. Ainda se aguentou algum tempo. Depois, noite sem dormir...

Comecei o ano com um filho adoentado e outro com péssimas noites. Só pode querer dizer que vai ser bom, certo? Certo. Só pode querer lembrar que ser mãe não é só rosas, não fosse eu habituar-me ao bom que isto é e começasse a pensar no 3º já este ano ;-).