segunda-feira, 9 de setembro de 2013

E o (meu) mundo pula e avança

Daqui a uma semana, a minha vida registará momentos muito significativos:

  • O 1º dia de escola do M.
  • O 1º aniversário do S.
  • A mudança da vida da minha mãe
Tudo, tudo em 2 dias. O coração vai andar num vai vem que eu sei lá...

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Os tempos que correm

Ai os tempos que correm... O meu país parece um circo político, em que me é muito difícil rir, só me apetece dar o par de estalos a uns quantos que o meu estatuto de mais de três me dá! 
Cá em casa menos mal. A minha inactividade é deprimente, apenas com a vantagem de estar mais tempo com os pequenitos, com mais calma. Mas é sufocante a falta de perspectiva, a falta de dinheiro, a falta de autonomia. Mas, cliché dos clichés, a vida dos miúdos mitiga isso tudo. Mesmo com os dias em que me dão em doida (ontem, os três a chorarem ao mesmo tempo, por razões diferentes, na hora de ir para a cama, e eu a tentar falar calmamente com cada um por cima dos gemidos/choros/gritos dos outros dois!!!). Eles são maravilhosos, a minha vida familiar é boa.

Estão a acabar duas semanas de praia com a escola. O G., que gosta cada vez menos da educadora escola, pede todos os dias para ir brincar com o irmão, na praia. E adora. E o M. também gostou ao princípio, Agora não quer que ele vá, porque, segundo ele, "os meus amigos não o deixam brincar". O M. é tão protector para com o irmão... É verdadeira aquela teoria, de que eu posso dizer mal do meu irmão, mas ai de quem o faça à minha frente! Ele zanga-se com ele, disputa brinquedos, provoca-o. Mas depois temos isto, defende-o sempre perante os amigos, dorme muito mal quando o G. não está, enfim, uma relação de irmãos que espero que se prolongue pelas suas vidas fora. É uma sensação muito boa e considero o meu trabalho feito assim que perceber que são 3 adultos íntegros e unidos, amigos.

O M. faz 6 anos (!) para a semana. E agora começam as dúvidas de criar uma criança. Nunca fui uma mãe insegura, nem com grandes dúvidas e incertezas. Sempre achei fácil e intuitiva a tomada de decisões em relação a eles. Percebo agora porquê. Bebés precisam apenas de amor, carinho, cuidado e disciplina. E são felizes e equilibrados com isto. Agora, uma criança... bem, quando ela começa a pensar e a questionar... surgem dúvidas profundas. O M., numa noite em que o G. estava na avó e ele, portanto, foi adormecer sozinho, apareceu-me na sala a chorar desalmadamente porque tinha tido "pensamentos maus". "Eu não quero ser adulto porque vocês depois não estão cá, vocês vão morrer". E eu... bem, eu menti. Disse-lhe que só morreríamos quando fôssemos muito velhinhos, e ele também fosse velhinho. E tive consciência da enorme mentira que disse. A M., a namoradinha do M., tem o pai doente. Muito doente. Eu acho que ela ainda não se apercebeu do que poderá acontecer, e o M. também não. Mas, aparte o aperto no coração que me deu essa notícia (porque gosto da miúda, gosto dos pais, porque não é justo!), mais me aflige o facto de o M. vir a "presenciar" a morte do pai de uma amiga. Como é que o asseguro de que eu e o pai ficaremos por cá? O que o impede de pensar que todos poderemos morrer antes do tempo? Se calhar estou a antecipar problemas, mas com a forma como o M. pensa, sei que esta inquietação irá surgir, e eu juro que não faço a mínima ideia de como o sossegar.

O G. tem 3 anos e tem a despreocupação que reflete isso. É tão espectacular este meu filho. Lindo, energético, impulsivo. Tão depressa chora baba e ranho, com direito a gritos e atiradelas para o chão, como no segundo seguinte está a rir. Ainda ontem, birra descomunal para entrar no carro à saída da escola, com direito a palmada e tudo. E foi então que lhe disse qualquer coisa que o divertiu e foi vê-lo a rir-se, a gargalhar, mesmo, com a cara ainda lavada em lágrimas! 

O S. tem 10 meses. Esperto. Em duas semanas aprendeu a gatinhar e a pôr-se de pé, e agora ameaça começar a largar-se. Juro que há 15 dias atrás eu punha-o de pé e ele não sabia o que fazer com os pés! É um bebé que me apaixona, custa-me a crer que só tem 10 meses. A amamentação está a correr calmamente, come agora à noite, antes da cama e depois do jantar, mama, normalmente uma vez de noite e depois de manhã. Ao fim de semana, tem direito a lanches e sobremesas mamárias!!! E é um companheiro. E os irmão adoram-no. O M. vê nele um bebé, é super carinhoso e brincalhão com ele e o S. ADORA-O! O G. vê-o como um igual, agora que ele se move e brinca com os brinquedos. E por isso disputa brinquedos, por vezes com a forma um pouco desastrosa que o caracteriza.

Ai, que privilégio vê-los crescer juntos...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A baba escorre e o amor transborda, ao ver assim os meus homenzinhos... todos bidentes, repararam??


sábado, 18 de maio de 2013

Ter rapazes em casa a crescer não é fácil

Não, não é fácil.

O M., desde o verão passado passou de um menino tranquilo, carinhoso, obediente, para um rapaz com ideias próprias, sempre a contestar a autoridade (eu), desobediente, por vezes nervoso. Eu sei, eu sei, faz parte do crescimento, e tal, mas o que sucede é que eu fico VERDE! Passo o dia em confronto com ele, sinto isso, ele pica-me e eu respondo. Às vezes sinto-me com a idade dele "não vais ganhar-me em teimosia". E isso faz-me sentir fora de controlo, irritada. E isso não é justo para ele. Quando estamos sozinhos, o comportamento é totalmente diferente. Somos cúmplices, divertimo-nos. Mas quando está o G., por exemplo, tudo descamba quase invariavelmente. Tudo se transformou no verão passado, já tinha notado isso, pensava eu que era a chegada iminente do bebé, mas não melhorou, até tem vindo a piorar. Até na escola têm vindo recados frequentemente. E já me vão avisando que a entrada na escola vai acentuar ainda mais isso. Acho que agora que o G. está mais crescido, ele vê nele algum tipo de competição, que não via quando o considerava bebé, sei lá... Agora zanga-se com o irmão, já não quer ler a história à noite antes de ir para a cama, porta-se mal a ir para a cama, desafiando o G.... Ai, afinal é isto que querem dizer quando dizem "aproveita-os agora, que os perdes rapidamente". Percebi agora. O "perdê-los" significa que vão deixando de olhar para nós como uns "sabe tudo", em que tudo o que dizemos vale. Vão aprendendo a questionar, a contestar. A crescer, no fundo. E nós temos de nos adaptar, e ajudá-los a crescer. Afinal, ser pai ou mãe, não é tão fácil assim...

O G. fez 3 anos. Está grande, bonito, engraçado, esperto. Companheiro. Tagarela e com uma energia que não acaba. Chamo-lhe "o meu furacão". Antes de fazer 3 anos fui-lhe dizendo que ia-se acabar o biberão. Pois, o biberão foi-se, mas ficou uma luta diária para beber o leite todo, para se despachar, enfim. Ainda hoje, sábado, não bebeu quase nada. Farta de ralhar e com ele empancado, saímos para o café. Não lhe dei nada. Chegou a casa e disse que queria o leite para não ficar de castigo. Voltámos e pus-lhe o leite de novo. Fui deitar o S. e quando voltei, nenhum leite tomado. Pediu-me pão e eu disse que não comia nada sem beber o leite. Agora, são 11h30, pediu de novo pão e está aqui na sala com o leite à frente, a bebericá-lo, com a promessa que brinca com o helicóptero da polícia se o acabar. Uf... que estafa, para ambos! Pondero agora dar-lhe uma alternativa ao pequeno almoço (iogurte, cereais, sei lá...).

O S., com 8 meses, está lindo. Ontem foi dia de visita ao pediatra, que além das alterações alimentares, nada tinha a acrescentar. Está grande e ele próprio disse que é um bebé que transmite calma e tranquilidade. E é mesmo. Está prestes a aprender a gatinhar, o que antevejo que me irá tirar alguma da tranquilidade que ainda se vive cá em casa, pelo menos relativamente a ele...

A ver...

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O meu bebé

O meu bebé é delicioso!

Verdade, o S. é delicioso. Calmo, carinhoso, bem humorado, tolerante, grande... eu sei lá. Estou completamente apaixonada por esta pessoinha. Acho que sinto muito cá dentro que este é o meu último bebé e estou a usufrui-lo o máximo que possa. (In)felizmente estou em casa, o que me permite levá-lo ao infantário 4 dias por semana apenas, ter leite que chegue para que ele até as papas tome com o meu leite... E permito-me mimar e ser mimada por ele sem culpas. Uma das coisas que se tornou numa rotina deliciosa, é o acordar. Começou por uma fase em que ele andava a dormir mal, a chorar de noite, em que eu o trazia para a minha cama para ele não acordar os irmãos. Mamava, acalmava, adormecia(mos) e ficava(mos) por lá. Depois, quando passou essa fase menos boa, a minha preguiça fazia com que na mamada da noite (4 ou 5 da manhã) eu nem ficasse no quarto. Pegava nele e trazia-o directamente para a cama. Adormecia a amamentá-lo. E assim, eu e o P. descobrimos a delícia que é acordar e vê-lo a acordar ali, connosco, na intimidade e no sossego. É tão bom... 

Pena tenho é de não ter feito o mesmo com os irmãos, mas como disse anteriormente, desta vez deixo todos os meus instinto tomarem conta de nós, em vez de opiniões aqui e ali.

Dia de cão!!!

Hoje foi! Dia de cão mesmo! Estou frustrada, exausta e muito zangada. Comigo e com os meus rapazes. 

Sob pretexto do aniversário da tia, tirámos o dia de folga. Não foram à escola, a avó e a tia vieram cá almoçar, houve bolo, desenhos e parabéns. Tudo andava feliz. Até que, depois do almoço... o diabo tomou-lhes o corpo e o espírito, só pode! Gritos, correrias, desobediências, ralhetes, mais desobediências... Chegaram a assustar o S., que chorou copiosamente durante um dos acessos de energia descontrolada, dos irmãos! O G. foi dormir a sesta de requitó, o M. ficou de castigo, sem televisão.

Tudo sossegou um pouco mais. Mas assim que acordou o G. da sua sesta de beleza... pau!, tudo de novo! Bora lá lanchar, acalmem-se lá, bebam o leite. Saio da cozinha e imediatamente um riso duplo e um "Ha ha ha, acho que fiz asneira!" Resultado: uma caneca de leite cheiinha entornada na mesa, no chão, na cadeira. "Calma, S., não te passes, respira...". "Sais da mesa e não comes mais nada até ao jantar!". O outro, entre choros de "Não quero a caneca" e risos para o irmão, saiu também da mesa sem lanchar e ficou a seco até ao jantar.

Fui para a sala com os 3, brincando com eles, com balões, com bolas, com risos. Nem assim! sempre que podiam, um em cima do outro, o outro aos berros, alguém se aleija...

Às tantas, e para ir deitar o S., o M. ficou de castigo sentado na mesa da cozinha. Podia levar os brinquedos que quisesse mas não podia sair da mesa. O G. seguiu-o e eu subi com o S. deixando dois meninos entretidos a brincar na mesa. Pois, durou, quê, 5 minutos? assim que eu pus o S. à mama, começo a ouvir choros e gritos na cozinha. "O G. bateu-me!!!! Buáááááá!!!!!". Assim, até que eu deitei o S., ainda a chorar, vim cá a baixo, dei duas solhas nas nádegas nuas do G. e reiterei o castigo do M.

Enfim, e resumindo, ralhei, gritei, bati, utilizei todos os castigos de que me lembrei, e ainda assim, acordaram-me o S. assim que entraram no quarto...

O que vale, é que amanhã é outro dia!

Xiça!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

domingo, 7 de abril de 2013

Burocracia Portuguesa





Conheço uma senhora muito catita que encontrou o amor da sua vida. E decidiram casar. A senhora tinha acabado de se divorciar, após separação oficial de 6 anos. Quando se dirigiu a uma conservatória para tratar dos papéis, descobriu que só se poderia casar um ano após o divórcio. "Não há hipótese de ser mais cedo?? Um ano??" "Ah, sim, há a hipótese B, que são 6 meses" "OK, aceito, o que é que tenho de fazer?" "Trazer uma declaração do seu médico obstetra a comprovar que não está grávida". 

Pormenor importante: a senhora caminha alegremente para os 65 anos!!!

"E não, não há excepções. E não, a médica de família não chega"!

Assunto a abordar mais tarde

Já falei da situação do meu pai, como tudo isto alterou as nossas vidas e do desgosto que eu tinha pelos meus filhos não terem essa figura de referência nas suas vidas - um avô.

Pois bem, estava eu em casa da minha mãe, na véspera de nascer o S., já com contracções fortes, quando a minha mãe me vem com a seguinte conversa: "vou-me casar"!

No início pensei que estava a gozar comigo, mas depois percebi. Na semana anterior, nos anos dela, ela tinha falado com o F., o primeiro namorado que ela teve, um amigo "quase secreto" durante toda a sua vida. Nessa conversa, sob pretexto de lhe dar os parabéns, o F. contou-lhe que ficara viúvo recentemente e não pensou duas vezes: queria casar com ela, ter a oportunidade que não lha deram quando eram novos. 

Fiquei super orgulhosa dela, nunca a supus capaz de fazer algo semelhante por si mesma. Eu sempre vi a minha mãe a viver a sua vida em função de nós e agora vejo-a tomar uma decisão destas... Fiquei tão feliz... Por isso é que no primeiro fim-de-semana em casa com os 3, ela não estava disponível: o F. passou lá o primeiro fim-de-semana deles...

E depois veio a apresentação do F. à nossa família, em especial aos miúdos. E não podia ter sido melhor. Desde a primeira hora que é o Avô F., um avô especial, que gosta genuinamente dos garotos e a quem eles adoram!

Único senão: a minha mãe, assim que se casar, vai viver para a casa dele, em Albergaria !! Vou perder o meu braço direito, mas é por uma muito boa causa!


Conversas em família

Hora de jantar, eu, o M. e o G., tranquilos a comer panados com arroz e feijão.
- "Desculpa dizer-te isto... mas eu não me sinto muito bem..."
- "Então porquê, filho?"
- "... A minha vida não me corre como eu queria..."
(O QUÊ???)
- "Porquê? O que é que te falta na tua vida?"
- ... "Queria viver mais sossegado... o G. fala muito alto e doem-me os ouvidos."
(O QUÊ???)
- ... "Mas... tu não gostas de ter irmãos?"
- "Vamos ver como é o S., mas se for como o G...."
- "Então tu não gostas do G.?"
- "Gosto... mas ele fala muito alto!"


PS - A bem da verdade, sim, o G. fala muito alto. Mas fiquei muito surpreendida e ligeiramente preocupada com os pensamentos que percorrem a cabecita do meu menino. O P. acha que é a reacção dele aos irmãos, especialmente ao S.. Acha que devemos deve passar mais tempo só com ele. Ontem foi com ele andar de bicicleta e ele amou. Mas está sempre a pensar profundo. A meio do passeio o P. disse "O G. ficou tristonho de não ter vindo" e ele respondeu "Eu sei, estava mesmo agora a pensar nisso".

Tanto tempo, tão pouco tempo...

Já passou tanto tempo, e eu ando com tão pouco tempo disposição... Para que se perceba, é sábado, são 10 da manhã, está a chover e eu estou aqui com dois miúdos a verem-me escrever, a fazer mil e uma perguntas, porque estão aborrecidos. E eu tento, a sério que tento...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O lado animal


Ao terceiro filho tenho aperfeiçoado este nosso lado maternal.

Do M., tudo era novidade. Andava ainda sob influência de quem tinha opinião (isto é, quase toda a gente). Ainda assim, dei todo o colo que me pediu, e andava quase sempre coladinho a mim com o pano.

Do G., senti-me muito mais natural e animal, mesmo. Desfrutei muito da amamentação e superei obstáculos para a conseguir mais tempo.

Agora, com o S., o lado animal está todo cá. A forma como o pego, como o amamento, como o aconchego, como o cheiro, como o carrego, tudo. É um prazer enorme andar colada a ele, sentir a sua calma quando anda assim comigo. A forma como me olha e a forma como eu o olho, é deliciosa. 

Nesse sentido, o Pano para Bebés é um instrumento maravilhoso. Deu-mo a minha irmã quando nasceu o M.. Eu tinha lido qualquer coisa na net e achei interessante, sem no entanto perceber toda a sua dimensão. Dei-lhe uso, sim, mas não o usufrui por inteiro. Descobri nessa altura que metade das pessoas achava que aquilo prejudicava o bebé, a outra metade achava ternurento, mas todos basicamente me olhavam como se fosse do outro mundo! Não só é um meio de transporte fantástico, especialmente com crianças a quem dar a mão, compras e mochilas para carregar, cães para passear, mas também proporciona ao bebé e a mim uma paz e aconchego únicos, inalcansáveis pelos carrinhos ou outros apetrechos.



M.


G.



S.

É uma das poucas coisas que eu sei que não me vou conseguir desfazer.
Adoro!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A rotina a instalar-se aos poucos

Este parto foi fantástico! Aparte a imensidão de dor do "anel de fogo" (é verdade, passa logo completamente e não fica memória nenhuma!), a recuperação foi imediata. Levei um ponto, trataram-me in loco do problema das hemorróidas conforme eu tinha sugerido e estava imediatamente "pronta para outra". Nunca tive dificuldade em sentar-me, nada. Maravilhoso!
A visita dos manos deu-se no dia seguinte. Vieram com a avó, trouxeram uma prendinha para o S. e levaram cada um uma mota nova. Do mano, pouco viram ou quiseram ver.
Tive alta na 2ª feira, com a péssima notícia de que o G. continuava com uma gastroenterite e não poderia ir para a escola. Eu precisava muito de um dia ou dois para estabelecer a rotina com o bebé novo antes de conseguir incorporar os mais velhos nela. Plano furado. A primeira noite foi avassaladora para mim, porque o S. acordava a qualquer hora para comer (esfomeado, o meu filho, quando nasceu), e o G. também. De manhã, vomitou-se todo. Tive de limpar tudo e ainda assim fiz questão de os ir levar à escola eu mesma (sempre a mania de achar que posso fazer tudo sempre!). Só sei que no decorrer desses primeiros 2 a 3 dias, só me apetecia chorar, achava-me altamente incompetente para com os mais velhos. Andava na rua com o S. no pano e só desejava não encontrar ninguém e ter de fazer a cara de "olha para mim que feliz que estou, tenho um bebé novo!". Mas a prova dos nove viria nesse primeiro fim-de-semana. O P. estaria ausente num casamento o fim-de-semana todo, e a minha mãe tinha total indisponibilidade para me ajudar / receber*. Ia ficar sozinha com os 3, sem ter ainda um bebé com uma rotina instalada. PÂNICO total! Mas, claro, não o demonstrando nunca! Na verdade, consegui, o caos não se instalou, tudo rolou. Terminou o fim-de-semana com amigos para jantar, que trouxeram o jantar (obrigada A. e K.), em boa disposição. Acabei exausta, mas percebi que sim, iria conseguir!
E assim temos andado. 
O S. é calmo, já tem horários. Os manos andam um pouco mais nervosos, noto, mas nada de especial. O M. vai ignorando calmamente o bebé (só lhe pegou uma vez, por insistência minha, e já chegou a dizer que não queria mais manos!), e o G. cobre-o de atenções e beijos, mas reclama o meu colo e a minha presença muito afincadamente quando não está o S. por perto.
E assim cresce uma família, aos poucos, com dias mais fáceis e outros  mais difíceis. Mas é bom, muito bom.


* Assunto a abordar mais tarde ;-)

sábado, 13 de outubro de 2012

A chegada do S. - o relato


Na 6ª feira, dia de consulta, o médico faz finalmente o descolamento das membranas. Achava eu que iria à Manifestação de sábado (grande, a maior!) e que depois seguiria já a pé para a Maternidade. Mas a verdade é que depois daquela manobra, fui para casa da minha mãe almoçar (O G. tinha vomitado e eu precisava de ficar com ele), mas já muito incomodada. A minha mãe foi trabalhar e durante a sesta do G. deitei-me, relaxei, e as contracções estavam fortes e constantes. Quando ela finalmente chegou, fui para casa e deixei os meninos com ela.

Cheguei a casa, lanchei e sentei-me no jardim a saborear um trabalho de parto a instalar-se. Tinha muita vontade que assim fosse, porque dos dois anteriores não tive o privilégio de o fazer, fui sempre "levada ao engano". Quando as contracções estavam de 4 em 4 minutos, pegamos nas coisas e fomos para a Maternidade. 

Dei entrada às 19 horas, com contracções de 3 em 3 minutos e 5cm de dilatação. Sendo o 3º parto, brinquei dizendo ao P. que ainda iria jantar com a minha mãe e os meninos. Pois..., mas não. 

Mal entrei disse que não queria soro (Oxitocina), que queria a bola e que queria mover-me o mais que pudesse. Pedi que colocassem o caterer da epidural para que depois fosse só preciso administrar a droga. E assim andei, caminhei, rebolei na bola, levei uma dose de antibiótico, depois outra, horas a passar e tudo igual: contracções de 3 em 3 e 5cm de dilatação. Quando me deitei  um pouquinho, para descansar (eram 2 da manhã, talvez), tudo parou. As contracções pararam! Senti-me muito cansada, traída pelo meu próprio corpo, frustrada, acima de tudo. Às 5, mandei o P. para casa descansar um pouco, para que eu dormisse também um pouco, e que voltasse de manhã.

De manhã, concordei levar uma dose de Oxitocina, a ver se acelerava. Assim que a levei (10 e meia da manhã), as contracções começaram a doer mais, muito mais! Pedi a epidural, mas como pensava, o catéter estava mal colocado, o que fez com que a anestesia me adormecesse o lado direito e mantivesse as sensações todas do lado esquerdo.

Apesar das contracções serem sentidas no lado esquerdo, não eram insuportáveis. No final, estava feliz e descansada porque finalmente ia acontecer. Até que me disseram "está completamente dilatada, assim que quiser, comece a puxar para ele começar a descer". Palavras mágicas! comecei a puxar e dizem, ao segundo puxo, "ele já está aqui, já vejo o cabelo". E então uma surpresa, que não estava nada à espera. Uma DOR no períneo, tudo queimava, parecia que rasgava tudo. E então eu gritei (MUITO), puxei e senti que toda eu rasgava! Mas em 3 puxos, ouço o choro (cabecita de fora), mais uma dor fortíssima e saem os ombros, ele explode de dentro de mim! Aí, o alívio total. Nada mais doeu e ali estava ele, em cima de mim, a berrar desalmadamente, enorme, LINDO!!!


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cá por casa...

... tudo bem.

Pois fomos de férias, uma semana de praia, meninos felizes, pais felizes, sem tv.

Entretanto tivemos uma vida social muito activa, fim de semana em Lisboa com casamento e Jardim Zoológico, fim-de-semana a dois no Gerês (ai que bom....), casamento no Porto, visita de família cá em casa, enfim, um verão cheio, apesar das limitações de uma barriga grande e uma data a chegar que impediu saídas mais prolongadas.

O M. está crescido (clichê...). Está diferente. Principalmente mais arredio comigo, é o que vejo. Possivelmente a antecipação da chegada do S.. E está a ficar agressivo na escola. Nunca foi, e agora tenho recados quase diários de que ficou de castigo por ter brincado às lutas com os amigos. Não sei o que fazer. Provavelmente será uma fase, que acabará por terminar, espero eu. Mas a verdade é que o meu menino de ouro, que nunca dá problemas, não está cá. Foi substituído por um menino por vezes refilão, nervoso e agressivo. E isso também se reflecte nas brincadeiras com o G.. Estou a tentar lidar com isto, já tentei ter uma conversa acerca da chegada do S. mas o M. não demonstrou nenhuma preocupação nesse sentido, aliás, mostrou querer muito a chegada dele e o assumir do seu papel. A ver...

O G., deu um salto enorme no seu desenvolvimento! Fala pelos cotovelos, NUNCA está calado. Controla melhor as suas frustrações, brinca muito bem, sozinho. É muito carinhoso, adora beijinhos e interrompe uma brincadeira qualquer para vir simplesmente dar um abracinho. Adora brincar com o M., mas sai a perder. É um menino muito alegre, que faz birras descomunais mas que passam logo. Antevejo que para ele, a chegada do S., tenha consequências mais visíveis e fáceis de lidar do que no caso do M.. Haverá birras e choros de ciúmes, que depressa passarão.

A verdade é que estou desejosa dessa nova fase, de ter os 3 connosco em casa, de ter a Família Maravilha completa, de gerir toda essa interacção. E não sinto muita ansiedade, como senti antes da chegada do G..

Conclusão, S. podes vir, estamos todos prontos para te receber!

39 semanas e 3 dias

É obra!

Às 35 semanas, o S. decidiu provocar-nos novo susto: num CTG pedido por mim, antes da consulta, registam-se 10 (!) contracções fortíssimas em meia hora. Alarme! As contracções já duravam há vários dias, pelo que pedi o CTG, que normalmente só é efectuado a partir das 38 semanas. Tive de ficar na Maternidade após a consulta, nas urgências, para fazer novo exame e eco. Acalmou a situação e saí de lá com baixa e ordem de descanso e abstinência por pelo menos 2 semanas. Convencemo-nos todos de que esta gravidez não iria até às últimas semanas.

Pois não podíamos estar mais errados. Aqui estamos nós, com 39 semanas e 3 dias, com contracções fortes todos os dias, sem alterações no colo. Ontem caí em casa (ai o meu pé, ai a minha perna, ai o meu bracinho), fui assustada para a Maternidade, tudo OK, felizmente, mas colo do útero ainda muito subido, sem possibilidade sequer de fazer o descolamento das membranas. Peso estimado: 3.800g!!! Ai, ai, S., a mãe está a ficar ansiosa por te ter nos braços.

sábado, 23 de junho de 2012

S. João

e depois, FÉRIAS!!!!!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Update mais do que tardio

Muito se passou entretanto nas nossas vidas. 
  • Bebé parte I
Às 23 semanas, uma ecografia revelava dois sinais preocupantes: excesso de líquido amniótico (polihidrâmnios) e estômago do bebé visível mas mal representado. Na eco, não me preocuparam muito, não se estenderam em muitas explicações, mas quando recebo uma chamada passada uma hora a marcar uma consulta de Diagnóstico Pré Natal (DPN) para o dia seguinte, percebi que era sério. O P. não estava, estava de férias, e eu senti-me pela primeira vez completamente desorientada. Pedi à querida M. que me acompanhasse à consulta, porque não fazia a mínima ideia do que iria sair daquela conversa.
Na consulta, explicaram-me as implicações do que tinham observado. O excesso de líquido pode ter muitas causas, uma das quais era um problema do bebé que o impedia de engolir e processar o líquido (atrésia do esófago). E, uma vez que a eco demonstrava um estômago mal representado, poderia ser por isso. Isso significaria, na pior das hipóteses, que ele tivesse de ser intervencionado cirurgicamente logo após o parto. Além disso, poderia estar associado a algum problema genético, pelo que me sugeriam a realização da amniocentese. E teria de decidir ali, porque se decidisse que sim, seria feita logo na 2ª feira. 
Tremi. Temi. Aceitei fazê-la. Fi-la, numa tensão imensa, e um medo imenso que esta nossa decisão pudesse deitar tudo a perder.
Já passou, tudo calmo, teremos que monitorizar a questão do polihidrâmnios, porque pode eventualmente provocar um parto prematuro. E também reavaliar a situação do estômago do S. (sim, já tem nome ;-)).

  • Bebé parte II
No meio de isto tudo, recebo a notícia de que o S. não terá vaga no infantário dos irmãos porque... nasce em Setembro! A Segurança Social (ou o Polvo, como lhe chamo) diz que é necessário preencher as vagas todas em Setembro, pelo que as prioridades que a lei me dá são relegadas para 2º plano apenas pela data de nascimento do bebé! Lutei, barafustei, e quando me preparava para iniciar uma guerra, eis que aparentemente "a lei mudou" e agora, segundo a inspectora do Polvo, as creches podem receber as crianças a partir dos... ZERO meses!!!!! How ridiculous is that????? Mas pronto, se o Polvo quer ser enganado e quer achar que me engana também, tudo bem. Já fiz a inscrição e pelos vistos está resolvido!

  • Trabalho
Pois, não correu bem. O ano agrícola foi um desastre, o ano económico foi um desastre e isso reflectiu-se no meu trabalho e na minha inexperiência neste mercado. E, claro, a gravidez não ajuda. Tive "a conversa" com o chefe. Já sei (e já desconfiava), que para este projecto em específico, não vai ser possível manter a minha função vazia durante 5 meses. Mas abriu-se a porta de um outro projecto, mais interessante, para o qual eu sou candidata. Sinto-me a concorrer a um emprego com o meu chefe que acabou de me dispensar... A ver vamos, como vai...

  • SNS parte II
Dois meses depois, consegui uma reunião com a vice coordenadora da minha USF (o coordenador não teve tempo de me receber :-S). Saí de lá com uma nova médica (ela própria), um bom esclarecimento e um pedido de desculpas!

  • Casa
Em casa tudo bem. Os meninos andam fantásticos, amo-os, amam-se. O G. já tem 2 anos (!) e o M. está quase nos 5 (!). E continuo a reconhecer neles o papel principal na minha vida.



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Semanas complicadas...


  • Trabalho em risco...
  • Bebé em risco de estar em risco...
  • Filhotes óptimos que fazem esquecer tudo enquanto andam a cirandar por cá e por lá...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A história continua...

Estive agora na USF. Toda a gente já sabia que eu lá ia, e ao que ia (administrativa, enfermeiro e médica!). Lá contornaram a coisa, escreveram alguma coisa no "sistema", e pronto, estou livre. Não voltaram a mencionar as ameaças de perda de Médico de Família.

O que eles não sabem é que agendei uma reunião com o coordenador da USF, por forma a esclarecer de vez o teor dessas ameaças.

P.S. - A médica perguntou insistentemente se eu não tinha nenhuma cunha para ter conseguido consulta na MJD!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Este SNS!!!

Hoje, depois de ouvir o "nosso" Ministro da Saúde dizer que apesar do "corte nas despesas", o nosso SNS continua a ser insustentável, tive mais uma razão para rir / chorar, nem sei bem...

Desde que fiquei sem a minha fantástica Médica de Família desde há 30 anos (!), fiquei sem médico e então decidi inscrever-me na USF perto de minha casa. Consegui médico, boa!, e até dizem que funciona melhor que os Centros de Saúde!

Quando engravidei de novo, a médica (uma abécula, acreditem!) disse que o parto seria no Hospital São João (HSJ). Eu, além de não querer ter o bebé especificamente no HSJ (e tenho um gajo em casa que me desaconselha também!), queria muito ter o acompanhamento fantástico que tive anteriormente na Maternidade Júlio Dinis (MJD). Como a médica encolheu os ombros e disse que "é do protocolo", decidi contactar a MJD directamente, expor a situação e perguntar se havia outra possibilidade além de "aparecer" lá na hora H. Eles disseram que nem pensar, seria seguida lá desde o início. E pronto, informei a minha USF de que seria seguida na MJD mensalmente e que faria lá todos os exames, etc, etc.

A piada vem a seguir. Ontem, a minha médica da USF ligou-me a dizer que eu era OBRIGADA a ter 6 consultas de gravidez na USF (faltam-me 4), sob pena de PERDER O DIREITO A TER MÉDICO DE FAMÍLIA E SAIR DA USF!!!!!!! Quando lhe expliquei a situação (estou a ser seguida no SNS, é escusado perder o dobro do tempo em consultas e exames em duplicado, além do pequeno pormenor dos "gastos na saúde"), ela disse que não fazia mal, bastava fazer a inscrição que ela mandava-me logo embora, era só para ficar registado. Quando recusei, ainda ameaçou com o facto de OS MEUS FILHOS FICAREM SEM MÉDICO DE FAMÍLIA TAMBÉM!!!!!!

Estou possuída e vou lá amanhã armar a confusão! 

Alguém alinha!?!?!?!?!?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

16 semanas

Com 16 semanas já se sente o bebé? Tudo diz que não, mas mãe desconfia que sim ;-)

Virose :-(

Bichinho pequeno com virose.
Mãe e pai entre colinho e trabalho.
Irmão à espera de melhores dias (falta colinho...).

sábado, 31 de março de 2012

Começo a gostar disto ;-)

Depois do  caos instalado até cerca das 22 horas para adormecer de vez (acordou pelo menos 4 vezes...), o G. acordou hoje às 11!!!!! Acordou não, fui acordá-lo. E logo hoje, que estávamos os dois sozinhos.

Soube tãaaaao bem...

quinta-feira, 22 de março de 2012

A fala do G.

O G. é muito perguiçoso a falar.
Sempre pensei que com o estímulo do M., o G. fosse mais precoce a falar. A verdade é que a um mês de fazer 2 anos, diz menos coisas que o M. dizia nesta fase. Ainda assim, vai avançando:


  • "Teteu" - Mateus
  • "Abó" - Avó
  • "Pau" - Pão
  • "Mamã" - Mãe, nunca lhe ensinámos mamã :-S
  • "Bou" - Bolo, bolacha
  • "Óia" - Olha
  • "Cao" - Cão
E assim vai indo, aos poucos.

terça-feira, 6 de março de 2012

18 anos bem festejados!





Foi bom, mesmo muito bom. 
Amamo(no)s, descansamos, revisitamos o passado, fizemos planos para o futuro. Sentimos falta dos filhos, mas foi uma saudade boa. E percebemos, mais uma vez, que faz todo o sentido a nossa vida ser vivida a dois (a quatro, na verdade!). 
Foi bom perceber que 18 anos não fazem mossa, antes dão uma base sólida para o crescimento de uma família.
Amei.
Amei-te.

PS - Passámos o fim de semana sem saber da gravidez. Aliás, com muitas dores e a pensar "tantos dias para aparecer o período e tinha de ser este fim de semana?". Não foi, obviamente :-)

Vem atrasada, a notícia...

A Família Maravilha vai mudar de estatuto de quarteto para quinteto!!!!!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dias 10, 11 e 12

Outono de sol, será?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dia 9 - Setembro

Dia 9 - Setembro - SOL

Não chove, este ano?

Dia 8 - Agosto

Dia 8 - Agosto - SOL!