sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Férias campestres



Férias!

E então lá fomos acampar. Duas tendas, cada uma com um menino e um adulto (sim, para o ano compraremos um T3 para que ao menos os pais possam dormir juntos :-S). Muito sol, muita praia, muito ar livre.

Meninos muito entretidos, muito cansados ao final do dia, muito felizes.

E nós cá nos desenrascámos. No geral, acho que correu muito bem. Montámos a nossa logística, não faltou nada. E sabe muito bem termo-nos aos 4, sem pensar em mais nada a não ser no que vamos fazer a seguir que nos dê prazer.



Revisão dos 4 anos - o Avô

Com o M. está tudo OK. Muito alto, magrinho, mas de excelente saúde.
Tinhamos, no entanto, uma preocupação: a situação Avô.
Há já algum tempo que o M. me perguntou pelo avô. Ou melhor, rodeou tanto o assunto que eu tive de lhe pedir para me fazer as perguntas que queria. Então expliquei-lhe como melhor sabia. O avô A. tinha morrido há muito tempo, porque era muito velhinho, e o avô G. tinha ido embora, não sabíamos dele. Na altura, ele pareceu entender a explicação e ficámos por aí.
Mas entretanto, vem desenvolvendo umas conversas que me incomodam por não saber lidar com elas. "ontem fui a casa do meu avô G. e ele tinha lá um carro espectacular!", ou "a casa do meu avô G. é verde e tem uma porta castanha", ou "quando o meu avô G. me veio buscar à escola...". Eu não sabia o que responder. Se sabia que era mentira, se embarcava na história, sei lá! Mas a minha preocupação era que claramente a história não estava resolvida na cabecinha dele (se não está na minha, como é que podia estar na dele?).
Falámos ao Pediatra e ele desdramatizou. Disse que era normal nesta idade as crianças desenvolverem relações com amigos imaginários, como forma de viverem em fantasia situações que gostaríam de viver. E neste caso, claramente o amigo imaginário é o avô G.. Portanto, nada de dar demasiada importância. Nem desmentir, nem embarcar nas descrições. E, claro, ir respondendo a perguntas que possam surgir, conforme seja possível.
Isto fez-me voltar a pensar num assunto, que eu pensava fechado, com mágoa. Ele agora faz-me mais falta porque faz falta aos meus filhos. E sei que vou ter de passar por tudo isto de novo com o G.
Não o odeio, mas penso nele cada vez com mais mágoa.

Revisão dos 15 meses

Está lindo, claro, mas isso já eu sabia!
Está esperto, cabeçudo, brincalhão. É tão bem disposto, este meu filho. Mas barulhento, principalmente quando algo não lhe convém.
Na sala do Pediatra, não pararam, os dois. Mas bem comportados, apenas brincalhões. O Pediatra gostou, que é mesmo assim que os meninos devem ser.
Viemos contentes.