
(escrito em 24/08/2007)
Faz hoje 4 semanas que conhecemos o M. Foi uma 6ª feira, 27 de Julho.
Ele chegou sem avisar. Já tinha dilatação há duas semanas e nada acontecia. Uma semana antes, fartei-me de dançar a ver se ele se resolvia e nada.
Aquela 5ª feira acordou como outro dia qualquer. Só que à hora do almoço eu ainda não tinha sentido nenhum movimento dele. Depois do almoço fui à Maternidade. Fiz o CTG, ele estava bem, mas com muito poucos movimentos. Fui para a Eco e a médica diz que o bebé está quase sem líquido e se nada acontecer, na manhã seguinte seguimos para indução. Mas de qualquer forma, eu já não saio dali para lado nenhum.Eu sentia-me calma, bastante mesmo. Depois a médica observou-me e disse que eu tinha 5cm de dilatação, e que já estava em trabalho de parto, não ia ser preciso induzir! Aí senti um alívio muito grande e uma calma feliz, ia conhecer o meu bebé muito em breve. Liguei ao P. para vir ter comigo, depois à minha mãe e à M. e à A. a contar a novidade.
Dei entrada no bloco às 17h30m. Seguiram-se depois muitas horas de espera com contrações fáceis de controlar, sem grande sofrimento. Por volta das 22h aceitei a epidural. Penso que foi cedo de mais, pois o trabalho de parto, que se estava a derenrolar muito bem, abrandou muito. Depois foram horas e horas sem nada a acontecer, e o cansaço a apoderar-se de mim. E o P. sempre ali, a aguentar aquela espera. Cerca das 9h da manhã, pedi um reforço da epidural, as dores estavam a começar a apertar mesmo. O reforço veio e aumentou a dormências nas pernas e a ausência de sensações. Às 10h30m a parteira observou-me e disse para eu começar a puxar, ele vinha aí! Eu não acreditei, não sentia absolutamente nada! Toda a força que eu fazia me parecia completamente inútil, porque estava incapaz de sentir qualquer avanço. A fase final foi muito confusa. As enfermeiras é que me diziam quando deveria fazer força. E então comecei a vomitar... Que desconforto tão grande... De repente dizem-me para eu parar de fazer força e ouço um choro! A cabeça estava cá fora! Foi um momento de muita ansiedade, até que senti os ombros a passarem e o corpo todo a sair de dentro de mim. E ele berrava! Eu agarrei-lhe uma perna e cheirei-a e beijei-a, enquanto o P. cortava o cordão. Lembro-me de olhar para a cara do M. e ver a cara do P.
Eu só o queria comigo, abraçá-lo, sentir o seu calor. Todo o processo de o tratar e vestir demorou cerca de meia hora, em que o P. assumiu o papel de coruja e eu assistia, de longe. Foi muito bom... Depois finalmente deram-me o M. e eu pude vê-lo todo, oferecer-lhe a mama e partilhar o meu calor com ele. Ele era lindo! Lindo! A partir daquele momento reconhecê-lo-ia em qualquer parte do mundo! Senti-o como meu e só aí as emoções tomaram conta de mim e o amor nasceu e começou a crescer. Ainda hoje cresce...
Faz hoje 4 semanas que conhecemos o M. Foi uma 6ª feira, 27 de Julho.
Ele chegou sem avisar. Já tinha dilatação há duas semanas e nada acontecia. Uma semana antes, fartei-me de dançar a ver se ele se resolvia e nada.
Aquela 5ª feira acordou como outro dia qualquer. Só que à hora do almoço eu ainda não tinha sentido nenhum movimento dele. Depois do almoço fui à Maternidade. Fiz o CTG, ele estava bem, mas com muito poucos movimentos. Fui para a Eco e a médica diz que o bebé está quase sem líquido e se nada acontecer, na manhã seguinte seguimos para indução. Mas de qualquer forma, eu já não saio dali para lado nenhum.Eu sentia-me calma, bastante mesmo. Depois a médica observou-me e disse que eu tinha 5cm de dilatação, e que já estava em trabalho de parto, não ia ser preciso induzir! Aí senti um alívio muito grande e uma calma feliz, ia conhecer o meu bebé muito em breve. Liguei ao P. para vir ter comigo, depois à minha mãe e à M. e à A. a contar a novidade.
Dei entrada no bloco às 17h30m. Seguiram-se depois muitas horas de espera com contrações fáceis de controlar, sem grande sofrimento. Por volta das 22h aceitei a epidural. Penso que foi cedo de mais, pois o trabalho de parto, que se estava a derenrolar muito bem, abrandou muito. Depois foram horas e horas sem nada a acontecer, e o cansaço a apoderar-se de mim. E o P. sempre ali, a aguentar aquela espera. Cerca das 9h da manhã, pedi um reforço da epidural, as dores estavam a começar a apertar mesmo. O reforço veio e aumentou a dormências nas pernas e a ausência de sensações. Às 10h30m a parteira observou-me e disse para eu começar a puxar, ele vinha aí! Eu não acreditei, não sentia absolutamente nada! Toda a força que eu fazia me parecia completamente inútil, porque estava incapaz de sentir qualquer avanço. A fase final foi muito confusa. As enfermeiras é que me diziam quando deveria fazer força. E então comecei a vomitar... Que desconforto tão grande... De repente dizem-me para eu parar de fazer força e ouço um choro! A cabeça estava cá fora! Foi um momento de muita ansiedade, até que senti os ombros a passarem e o corpo todo a sair de dentro de mim. E ele berrava! Eu agarrei-lhe uma perna e cheirei-a e beijei-a, enquanto o P. cortava o cordão. Lembro-me de olhar para a cara do M. e ver a cara do P.
Eu só o queria comigo, abraçá-lo, sentir o seu calor. Todo o processo de o tratar e vestir demorou cerca de meia hora, em que o P. assumiu o papel de coruja e eu assistia, de longe. Foi muito bom... Depois finalmente deram-me o M. e eu pude vê-lo todo, oferecer-lhe a mama e partilhar o meu calor com ele. Ele era lindo! Lindo! A partir daquele momento reconhecê-lo-ia em qualquer parte do mundo! Senti-o como meu e só aí as emoções tomaram conta de mim e o amor nasceu e começou a crescer. Ainda hoje cresce...
Sem comentários:
Enviar um comentário