sábado, 21 de agosto de 2010

Noite da avó

Desde que o M. deixou de acordar de noite para comer, declarámos 6ª feira a Noite da Avó. Dorme lá e passa grande parte de sábado com ela. Normalmente vamos buscá-lo depois da sesta.
Para nós foi bom, pudémos voltar a sair, jantar fora, etc. Para ele e para a avó também. Criaram rotinas deliciosas, que ele adora contar assim que o vamos buscar. E é bom sentir saudades, e depois matá-las!
Ontem, depois da péssima manhã e do imenso sentimento de culpa, disse à minha mãe que talvez fosse melhor ir eu buscá-lo. Ela disse que tinha planeado ir à praia com ele, que seria bom. E assim ele ficou lá.
Liguei hoje à hora do almoço. Estavam em Espinho! Tinham andado de combóio, passado a manhã na praia e estavam agora num restaurante a almoçar! Tantas coisas fixes! Falei com ele "tens saudades?" (o velho sentimento de culpa); "não, mãe, vou comer batatas fritas!". E é assim que se percebe que, afinal, temos que relativizar um pouco as coisas. Ele passou uma manhã divertidíssima (muito mais do que se tivesse ficado em casa, onde quando muito teríamos ido ao parque), sem sentir nenhuma falta nossa, e eu aqui a pensar isto e aquilo.
Vamos buscá-lo depois da sesta, para irmos a casa do P.A., festa de aniversário (as preferidas do M.). E sei que vou tentar mimá-lo e abraçá-lo e dar muitos beijinhos e ele vai querer ir brincar com a naturalidade pura das crianças, de quem não guarda ressentimentos.
"Habitua-te S., que ser mãe é assim mesmo".
Mas não trocava por um dia sem ter filhos. :-)

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