Os meus filhos são realmente os Manos Maravilha!
Após uma fase em que o G. estava ainda a tentar dominar a posição vertical e o modo de andar, em que o M. aproveitava todas as oportunidades para testar o equilíbrio do irmão, atingimos o Zen.
Adoram-se. Brincam juntos, às corridas de camiões (na verdade, corridas de Camião do Lixo - Carro da Barbie com Action Man a conduzir ;-), que já provocou lesionados), às escondidas, à apanhada.
Na hora de ir dormir, o M. apressa-se a entrar na cama e esperar que o G. lá vá dar o último beijinho de boa noite (última oportunidade do dia para cobóiada na cama). O M. sai da mesa, ou da sala, ou do carro, e o G. não descansa enquanto não percebe onde ele foi. O G. não diz quase nada (principalmente recusa-se a repetir o que nós lhe dizemos para dizer), mas papagueia tudo o que o irmão quizer.
E ficamos tão felizes de os ver juntos, com prazer.
O M. nunca disse nada do género "este brinquedo é meu, não mexas"! Antes descobriu que consegue negociar com o G. por forma a reaver o brinquedo que o irmão tem no momento. Quer ser o primeiro a ser entregue na sala, de manhã, na escola, para que os amigos vejam o irmão ("quero que ele vá lá armar a confusão, os meus amigos gostam!").
Mas a coisa mais linda que ele fez, deixou-me orgulhosa do meu menino. Fomos a casa da T. para eles brincarem com o sobrinho dela, que tem 5 anos. O I. não estava para aturar o G., nem a falta de jeito dele para brincar, e ia demonstrando o seu desagrado ("sai daqui", "não sabes brincar", "não brinques com isso", etc). Na viagem para casa, perguntei ao M. se tinha gostado de ir brincar com o I. e os seus brinquedos espectaculares. A resposta dele foi: "Gostei. Mas não gostei dele ser mau para o G., mãe. Ele devia saber que o mano é pequenino e não percebe as coisas, temos que o ensinar".
Espero que esta relação perdure, e que eles sejam amigos para sempre, de verdade.
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