Este parto foi fantástico! Aparte a imensidão de dor do "anel de fogo" (é verdade, passa logo completamente e não fica memória nenhuma!), a recuperação foi imediata. Levei um ponto, trataram-me in loco do problema das hemorróidas conforme eu tinha sugerido e estava imediatamente "pronta para outra". Nunca tive dificuldade em sentar-me, nada. Maravilhoso!
A visita dos manos deu-se no dia seguinte. Vieram com a avó, trouxeram uma prendinha para o S. e levaram cada um uma mota nova. Do mano, pouco viram ou quiseram ver.
Tive alta na 2ª feira, com a péssima notícia de que o G. continuava com uma gastroenterite e não poderia ir para a escola. Eu precisava muito de um dia ou dois para estabelecer a rotina com o bebé novo antes de conseguir incorporar os mais velhos nela. Plano furado. A primeira noite foi avassaladora para mim, porque o S. acordava a qualquer hora para comer (esfomeado, o meu filho, quando nasceu), e o G. também. De manhã, vomitou-se todo. Tive de limpar tudo e ainda assim fiz questão de os ir levar à escola eu mesma (sempre a mania de achar que posso fazer tudo sempre!). Só sei que no decorrer desses primeiros 2 a 3 dias, só me apetecia chorar, achava-me altamente incompetente para com os mais velhos. Andava na rua com o S. no pano e só desejava não encontrar ninguém e ter de fazer a cara de "olha para mim que feliz que estou, tenho um bebé novo!". Mas a prova dos nove viria nesse primeiro fim-de-semana. O P. estaria ausente num casamento o fim-de-semana todo, e a minha mãe tinha total indisponibilidade para me ajudar / receber*. Ia ficar sozinha com os 3, sem ter ainda um bebé com uma rotina instalada. PÂNICO total! Mas, claro, não o demonstrando nunca! Na verdade, consegui, o caos não se instalou, tudo rolou. Terminou o fim-de-semana com amigos para jantar, que trouxeram o jantar (obrigada A. e K.), em boa disposição. Acabei exausta, mas percebi que sim, iria conseguir!
E assim temos andado.
O S. é calmo, já tem horários. Os manos andam um pouco mais nervosos, noto, mas nada de especial. O M. vai ignorando calmamente o bebé (só lhe pegou uma vez, por insistência minha, e já chegou a dizer que não queria mais manos!), e o G. cobre-o de atenções e beijos, mas reclama o meu colo e a minha presença muito afincadamente quando não está o S. por perto.
E assim cresce uma família, aos poucos, com dias mais fáceis e outros mais difíceis. Mas é bom, muito bom.
* Assunto a abordar mais tarde ;-)
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