Voltemos ao assunto a abordar mais tarde.
Já falei da situação do meu pai, como tudo isto alterou as nossas vidas e do desgosto que eu tinha pelos meus filhos não terem essa figura de referência nas suas vidas - um avô.
Pois bem, estava eu em casa da minha mãe, na véspera de nascer o S., já com contracções fortes, quando a minha mãe me vem com a seguinte conversa: "vou-me casar"!
No início pensei que estava a gozar comigo, mas depois percebi. Na semana anterior, nos anos dela, ela tinha falado com o F., o primeiro namorado que ela teve, um amigo "quase secreto" durante toda a sua vida. Nessa conversa, sob pretexto de lhe dar os parabéns, o F. contou-lhe que ficara viúvo recentemente e não pensou duas vezes: queria casar com ela, ter a oportunidade que não lha deram quando eram novos.
Fiquei super orgulhosa dela, nunca a supus capaz de fazer algo semelhante por si mesma. Eu sempre vi a minha mãe a viver a sua vida em função de nós e agora vejo-a tomar uma decisão destas... Fiquei tão feliz... Por isso é que no primeiro fim-de-semana em casa com os 3, ela não estava disponível: o F. passou lá o primeiro fim-de-semana deles...
E depois veio a apresentação do F. à nossa família, em especial aos miúdos. E não podia ter sido melhor. Desde a primeira hora que é o Avô F., um avô especial, que gosta genuinamente dos garotos e a quem eles adoram!
Único senão: a minha mãe, assim que se casar, vai viver para a casa dele, em Albergaria !! Vou perder o meu braço direito, mas é por uma muito boa causa!
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