Hoje foi! Dia de cão mesmo! Estou frustrada, exausta e muito zangada. Comigo e com os meus rapazes.
Sob pretexto do aniversário da tia, tirámos o dia de folga. Não foram à escola, a avó e a tia vieram cá almoçar, houve bolo, desenhos e parabéns. Tudo andava feliz. Até que, depois do almoço... o diabo tomou-lhes o corpo e o espírito, só pode! Gritos, correrias, desobediências, ralhetes, mais desobediências... Chegaram a assustar o S., que chorou copiosamente durante um dos acessos de energia descontrolada, dos irmãos! O G. foi dormir a sesta de requitó, o M. ficou de castigo, sem televisão.
Tudo sossegou um pouco mais. Mas assim que acordou o G. da sua sesta de beleza... pau!, tudo de novo! Bora lá lanchar, acalmem-se lá, bebam o leite. Saio da cozinha e imediatamente um riso duplo e um "Ha ha ha, acho que fiz asneira!" Resultado: uma caneca de leite cheiinha entornada na mesa, no chão, na cadeira. "Calma, S., não te passes, respira...". "Sais da mesa e não comes mais nada até ao jantar!". O outro, entre choros de "Não quero a caneca" e risos para o irmão, saiu também da mesa sem lanchar e ficou a seco até ao jantar.
Fui para a sala com os 3, brincando com eles, com balões, com bolas, com risos. Nem assim! sempre que podiam, um em cima do outro, o outro aos berros, alguém se aleija...
Às tantas, e para ir deitar o S., o M. ficou de castigo sentado na mesa da cozinha. Podia levar os brinquedos que quisesse mas não podia sair da mesa. O G. seguiu-o e eu subi com o S. deixando dois meninos entretidos a brincar na mesa. Pois, durou, quê, 5 minutos? assim que eu pus o S. à mama, começo a ouvir choros e gritos na cozinha. "O G. bateu-me!!!! Buáááááá!!!!!". Assim, até que eu deitei o S., ainda a chorar, vim cá a baixo, dei duas solhas nas nádegas nuas do G. e reiterei o castigo do M.
Enfim, e resumindo, ralhei, gritei, bati, utilizei todos os castigos de que me lembrei, e ainda assim, acordaram-me o S. assim que entraram no quarto...
O que vale, é que amanhã é outro dia!
Xiça!
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