segunda-feira, 19 de julho de 2010

A chegada do G. (continuação)




No bloco de partos conheci a equipa de 2 enfermeiras que me iriam acompanhar. Acharam que eu estava demasiado relaxada. E de facto estava. Despi-me, fui tomar um duche enquanto esperava que o P. chegasse. Ele chegou todo afogueado, tentando aparentar uma calma que sei que não sentia :-). E eu andava, de um lado para o outro, a sentir cada contracção com alegria. Cheguei a dizer "se isto é assim, não quero epidural nenhuma". Pois, mas não foi sempre assim. Começaram a doer a sério e aí eu pedi a epidural. Sempre relaxadíssima. O que eu não me lembrava era do tempo que demorava a colocar o cateter e começar a administrar a droga! As contracções estavam a menos de 2 minutos de intervalo, pelo que a anestesista tinha de parar constantemente o que estava a fazer. E sempre a dizer "o que quer que faça, não se mexa!". Que stress! Doíam tanto e eu não me podia mexer! Pareceu-me uma eternidade. Cheguei a dizer-lhes (gritar-lhes) "Eu vou perder o controlo!". Até que a droga entrou. Ah felicidade! Ah alívio! Melhor ainda, ainda sentia perfeitamente as contracções, não estava com dormência nas pernas. Iria poder colaborar. Pouco depois começo a ter uma pressão enorme no fundo da barriga e elas dizem-me "É agora, ele vem aí!". Uau! Este momento é de uma enorme expectativa. É dos melhores momentos do parto. Sabemos que a razão de tudo o que aconteceu até ali está a chegar. E comecei a puxar. É incrível a sensação. Parece que é impossível fazer nascer um bebé tão grande! Puxo, puxo mas continua a parecer "impossível, ele não cabe ali, é impossível!". Até que o ouço. E logo de seguida, sai o corpo todo dentro de mim e solto um grito. E as emoções vêm todas ao mesmo tempo, enquanto mo põem em cima de mim e eu olho para ele. O G.. As mãos, iguais às minhas. Os pés, enormes. A cara, tão diferente do M.. E a paixão vem.






Nasceu às 19h20m. Nesse dia não houve visitas, descansei a noite toda. No dia seguinte, só queria ver o M. Que saudades que tive dele de repente! O meu menino grande! Ele chegou ao fim da tarde, com a avó e a tia. Abracei-o tanto! Ele interessou-se logo pelo bebé. E depois foi embora com o pai, a avó e a tia tranquilamente. E eu descansei. Iria tudo correr bem.

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