domingo, 18 de julho de 2010

E depois veio o G.


Logo após o nascimento do M., senti que a família não estava completa ainda.

Entretanto o M. foi crescendo, a vida complicava (O mercado laboral em Portugal é uma vergonha! E não me venham falar de crise, é assim desde que eu estou lá inserida!). Até que chegámos juntos a uma conclusão. Não podíamos esperar que aparecesse "aquele" emprego se queríamos ter mais filhos. Não há situações perfeitas para trazer filhos ao mundo, e se estivermos à espera delas, o mais provável é que nunca o consigamos. E foi com este espírito que decidimos fazer mais um bebé.

Mas, se o M. foi concebido numa noite de feliz descuido, já o G. se revelava difícil de surgir. O stress da situação de desemprego levou-nos a uma frustante espera de 6 meses. Até que veio uma proposta de trabalho com que há muito sonhava. E na mesma semana, a concepção do G.

Assim que soube, a felicidade invadiu-me. E também os receios. É incrível, do M. nunca tive um receio, sabia que tudo ia correr bem, nem me passou nunca pela cabeça que não pudesse ser assim. Do G. não. Parecia que sabia tudo o que poderia correr mal e esperava constantemente que acontecesse alguma coisa. E depois vieram os sintomas da gravidez (ausentes da primeira). Muitos enjoos, muito cansaço. E depois a dúvida: será que vou conseguir fazer isto? Dar colinho a dois? Senti-me culpada pelo M. Ele iria sofrer tanto e eu não iria conseguir evitá-lo. Uma desgraça! E o tempo foi passando. O M. ajudou-me muito nisso. Preparou-se para a chegada do irmão crescendo. Deixou a xuxa sem nenhum drama e uma semana depois, ao encontrar uma perdida cá por casa, disse que ia guardar para dar ao mano. E deixou as fraldas por iniciativa própria, 3 meses antes da chegada do G.

E assim foram passados 9 meses. Com muito cansaço (cuidar de um miúdo de 2 anos carregando uma barriga não é fácil!), com a barriga destruída (malditas estrias!), mas com muita espectativa!

(continua)

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