domingo, 31 de outubro de 2010

Pai em casa

O P. tirou um mês de licença de parentalidade, assim que terminou a minha de 5. Acabou esta semana, quando o G. fez 6 meses.

Foi tão bom tê-lo em casa nos horários normais das famílias (leia-se ao fim da tarde). Todos os dias eu ia buscar o M., chegávamos a casa e lá estava ele à nossa espera. E enquanto eu cuidava do G. (que chegadas as 6 da tarde já ninguém o atura, quer é dormir), o M. ficava com o pai a ver desenhos animados (o Dartacão roda cá em casa non stop há 5 semanas!), e a "fazer brincadeiras", e a "jogar às fintas". Ele adorava, era brincadeira pegada durante o jantar, ia para a cama feliz e assim até começou a adormecer sozinho, sem mim no quarto.
Pois, mas o que é bom acaba depressa. O P. voltou a trabalhar. E até agora sempre a fazer tarde, o que quer dizer que os finais de tarde são passados a três. Com as pressas do costume, que tenho de dar banho, amamentar e deitar o G., depois tenho de fazer o jantar, e depois o banho do M., e assegurar-me de que consigo isto de forma a que ele não vá para a cama muito tarde. O que não deixa tempo para as lutas de espadas com os "pauzinhos" do xilofone, ou para pintar o livro de colorir, ou simplesmente ver desenhos animados. E que pena que eu tenho disso. Gosto de o ouvir rir de feliz, de satisfeito.
Por isso, no outro dia, decidi mandar vir uma pizza. Ele adora, desde o facto de o homem vir de mota, à própria pizza. E assim houve tempo para brincar, só brincar. Que bom que foi.
Um dia não são dias, e vamos fazer isto mais vezes (nota mental: para a próxima, fazer própria pizza - sai mais barato e mais saudável!).

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